O período de férias é marcado pela oportunidade de ir à praia e ingerir comidas como milho cozido, lanches naturais, queijo coalho, frutos do mar e sorvetes, e bebidinhas, como refrigerantes em lata, água de coco e isotônicos. Todas essas opções são muito apetitosas, mas temos que tomar alguns cuidados com a higiene para evitar problemas gastrointestinais, como diarreias e intoxicação alimentar.

A nutricionista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Tarcila Campos, afirma que esse tipo de alimentação é bastante comum no verão, mas que é preciso estar atentos ao acondicionamento dos produtos por causa das altas temperaturas e de proliferação de microrganismos nocivos ao organismo. “Na hora de escolher, deve-se observar como está sendo feita a conservação daquele alimento, por causa do calor. Checar se as geladeiras térmicas estão realmente mantendo a temperatura adequada. No caso de alimentos crus é imprescindível estarem acondicionados em ambiente refrigerado. Quanto às bebidas, devemos ficar atentos à qualidade da água usada para fazer o gelo que envolve as latas e garrafas”, destacou.
Para aqueles que amam água de coco, a especialista alerta para o alto teor calórico. Ainda que seja bem-vinda, é preciso ingeri-la como se estivesse ingerindo uma fruta ao longo do dia, sem esquecer que ela contém em sua composição carboidratos. Tarcila aponta que o ideal para hidratar o corpo é água.

Em relação aos isotônicos, cautela também é a palavra de ordem. “Por serem industrializados e com corantes, devem ser evitados. Geralmente, eles são mais indicados para atletas, que precisam fazer a reposição de sais minerais, carboidratos e eletrólitos, que são eliminados por meio do suor”, exemplifica. Ela lembra ainda que todos os cuidados de higiene que foram adotados durante o auge da pandemia da Covid-19, como o uso de álcool em gel 70% para higienizar as mãos, evitar aglomerações e usar máscara em ambientes fechados, devem ser mantidos em lugares fechados.

A falta de cuidados com os alimentos durante as férias pode trazer alguns transtornos, como a diarreia e a intoxicação alimentar. Conforme, gastroenterologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o Dr. Rafael Bandeira Lages, crianças, idosos e pessoas com muitas comorbidades ou baixa imunidade deve estar ainda mais atentos aos sintomas, como diarreia, náuseas e vômitos, principalmente se persistirem por mais de três dias.
“Normalmente, as diarreias agudas acabam sendo combatidas pelo próprio organismo. Mas, se os sintomas persistirem por mais de três dias ou caso apresente febre, sonolência, pressão baixa ou sangue nas fezes, o ideal é buscar ajuda médica para fazer hidratação adequada e avaliar necessidade de exames para seguir com o melhor tratamento”, aconselha.