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Analice Nicolau
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Helisul e SENAI CIMATEC desenvolvem primeira aeronave agrícola híbrida autônoma do Brasil

Projeto de R$ 50 milhões será conduzido no CIMATEC Aeroespacial, na Bahia, e usará etanol e eletricidade em vez de combustível fóssil

Analice Nicolau

19/07/2025 14h00

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A parceria marca um passo para o início das operações do Parque Industrial e Tecnológico Aeroespacial da Bahia. (Foto: divulgação)

A Helisul, em parceria com o SENAI CIMATEC, firmou um acordo que marca o desenvolvimento da primeira aeronave agrícola autônoma híbrida do país, a ser conduzido no CIMATEC Aeroespacial, em Salvador (BA), dentro do ecossistema do Parque Industrial Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA).

O projeto, orçado em R$ 50 milhões, prevê a adaptação da aeronave R44 Robinson com motores a explosão movidos a etanol e motores elétricos, substituindo o combustível tradicional AVGAS e integrando-se ao programa internacional de combustíveis sustentáveis para aviação (SAF).

O objetivo é fortalecer a aviação agrícola com soluções tecnológicas sustentáveis, limpas e eficientes.

Além do SENAI CIMATEC, a iniciativa reúne uma rede de parceiros estratégicos como ROTOR, MagniX, BNDES e FINEP, com apoio institucional do Governo da Bahia, Ministério da Defesa e Força Aérea Brasileira.

“Estamos dando um passo histórico ao integrar um polo de inovação nacional com um projeto que une tecnologia de ponta, sustentabilidade e o agronegócio. A Helisul acredita que a aviação pode ser uma aliada poderosa da eficiência e da preservação ambiental”, afirma Bruno Biesuz, diretor de operações da Helisul.

Segundo André Oliveira, superintendente de Novos Negócios do SENAI CIMATEC, a parceria com a Helisul marca um passo estratégico para o início das operações do Parque Industrial e Tecnológico Aeroespacial da Bahia. “Nesta primeira fase, contaremos com a instalação de um centro de engenharia e desenvolvimento da empresa dentro do nosso campus, fortalecendo o ecossistema de inovação. E já projetamos, para o futuro, a implantação de processos de fabricação desses equipamentos aqui mesmo na Bahia, consolidando o estado como referência nacional no setor aeroespacial.”

Para Bruno Biesuz, esse projeto será um divisor de águas para a agricultura brasileira. “É uma tecnologia que nasce conectada com as missões da nova indústria nacional que envolvem sustentabilidade, bioeconomia, transformação digital e soberania tecnológica”, complementa.

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