A advogada, especialista em anticorrupção e co-fundadora do Instituto Não Aceito Corrupção, Monica Rosenberg, se debruçou sobre o tema ‘corrupção’ e elaborou um guia prático e direto para quem quer partir para a ação no combate à falta de ética.

No livro gratuito, Monica Rosenberg chama a atenção para a importância dos pequenos atos individuais na construção de uma sociedade menos corrupta, justa e transparente; um desafio que parece cada vez maior em uma sociedade cada vez mais ludibriada.
O livro ‘Somos todos corruptos? Pequeno manual do ético-chato’, lançado no dia 30 de maio na Livraria da Vila, em São Paulo traz a seguinte provocação: por que precisamos nos envolver no enfrentamento da corrupção?
A pergunta é respondida no livro por Monica, especialista no tema pela International Anti-Corruption Academy (IACA), em Viena, capital da Áustria. O conhecimento sobre o assunto conduziu a autora a escrever o guia em conexão com as questões atuais, voltado às pessoas que sentem vontade de agir mas não sabem por onde começar.

“É preciso parar um pouco de refletir sobre o tema e partir para a ação e, nesse sentido, as ações individuais, mesmo que pequenas, importam muito”, afirma. “Principalmente após a pandemia de Covid-19, estudiosos de diferentes áreas apontam a ação individual como uma saída necessária para os desafios que põem em risco a própria existência da humanidade. Ao mesmo tempo, agir é antídoto para a desesperança, sentimento que se apoderou de muitos”, reflete a advogada.
No livro, Monica mostra que cada cidadão é fundamental para proteger os valores mais caros à sociedade e as redes sociais são o meio inescapável de articulação. A partir de exemplos recentes e de estudos que analisam como a corrupção é um obstáculo ao combate à desigualdade, a autora demonstra porque vale a pena sair da inércia e como essa vontade se relaciona com as principais demandas sociais de hoje, da redução da pobreza à defesa do meio ambiente.

“Assim como a formiga é essencial para proteger uma árvore de parasitas e os fungos são imprescindíveis para nutri-la, a ação de cada um é importante para vivermos em uma sociedade mais ética, igual e transparente”, compara a autora.
A intenção do livro é explicar de forma didática o funcionamento das principais instituições brasileiras, discorrendo sobre quais são os mecanismos de controle existentes em cada uma delas, e mostra como cada cidadão se encaixa nesse sistema de forma efetiva.

Como a proposta é ser um manual prático, Monica detalha as formas que cada indivíduo tem para agir no dia a dia e que podem, com o tempo, mudar a realidade do país. “O livro vem atender à necessidade de informar o cidadão comum sobre o que fazer, como fazer, e por que fazer alguma coisa para reverter essa cultura maligna que tanto estrago traz ao Brasil”, finaliza.