Gloria Groove, drag queen criada há dez anos por Daniel Garcia e que atualmente se consolida como uma das maiores vozes brasileiras de sua geração, vê o seu sucesso em constante ascensão, principalmente após o lançamento de seu novo álbum, “Lady Leste”, lançado em fevereiro e que está na lista dos Top 10 da Billboard, que reverencia a Zona Leste paulistana – local em que vive até hoje.

Ao ser questionada se acredita já ter atingido o auge, Gloria é bem direta: “Como trabalho com música desde sempre, não consigo processar a ideia de estar ‘no auge’. Eu ainda me sinto no meio do caminho. Tenho muito mais a trilhar, muito mais a dizer, muito mais gente a alcançar”.

Ela também faz uma reflexão sobre como é ser drag no Brasil, que considera ser um país tão preconceituoso em que, ao mesmo tempo, torna drag queens tão famosas: “O Brasil é mesmo paradoxal. Afinal, estamos falando do país que mais mata pessoas trans no mundo e, ao mesmo tempo, o que mais consome pornografia envolvendo pessoas trans, por exemplo. Só com esses dados já é possível identificar o comportamento hipócrita e nocivo que se estabelece quando um país naturalmente diverso e multicultural é vítima de uma moral retrógrada e conservadora. É um lugar perigoso para a gente, mas estamos chegando no topo mesmo assim”.
Leia a entrevista completa de Gloria Groove para a 29HORAS clicando NESTE LINK.