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Analice Nicolau
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Gestão inteligente: redução de custos e engajamento sustentável

O executivo e especialista em liderança Renato Trisciuzzi sugere que os líderes organizacionais realizem medidas de reestruturação do pessoal tendo em vista dois aspectos:  visão estratégica e comunicação e confiança

Analice Nicolau

29/07/2025 16h00

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Executivo Renato Trisciuzzi destaca equilíbrio entre estratégia, comunicação e cultura para evitar queda de produtividade em tempos de reestruturação.

Em uma de suas primeiras medidas após tomar posse para exercer o seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, Donald Trump assinou um decreto dando poderes para o recém-criado Departamento de Eficiência do Governo (Dodge) reduzir o número de funcionários e limitar contratações em âmbito governamental. O esperado com essas medidas é aumentar a eficiência operacional a partir de uma estrutura mais enxuta. 

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Trisciuzzi aponta que planejamento estratégico e comunicação transparente são cruciais para enfrentar reestruturações

Para o executivo, doutor em administração de empresas e autor do livro “Os 4 Pilares da Liderança Imbatível – Propósito, comunicação, pessoas e resultados”, Renato Trisciuzzi, a redução de funcionários no setor público norte-americano reflete uma tendência que ocorre no mundo corporativo, especialmente em um contexto de crises econômicas e mudanças tecnológica. No que diz respeito ao universo empresarial, Trisciuzzi alerta que as mudanças precisam ser implementadas com muita diligência, sob a pena de acarretarem efeitos indesejados, ou seja produzirem ineficiência na esteira da insegurança produzida no ambiente de trabalho.

Se o enxugamento das equipes for implementado com clareza, justiça e um olhar para o futuro, ressalta o doutor em administração de empresas, certamente impulsionará uma cultura organizacional de eficiência e meritocracia. No entanto, se o corte for apenas uma resposta emergencial sem planejamento adequado, o impacto pode ser altamente negativo, gerando medo, queda na produtividade e fuga de talentos. “Portanto, para obter sucesso em suas medidas, a empresa deve buscar o equilíbrio entre eficiência e segurança psicológica”, afirma.

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Para o executivo, decisão de Trump de enxugar o governo norte-americano reforça tendência global que exige líderes preparados para equilibrar economia e engajamento

No sentido de orientar os líderes corporativo a realizarem a reestruturação do quadro de funcionários de maneira equilibrada, Trisciuzzi recomenda que eles atuem levando em consideração dois aspectos extraídos dos quatro pilares para uma liderança imbatível apresentados em seu livro. São eles: “visão estratégica” e “comunicação e confiança”. “Sem transparência e estratégia, cortes podem ser percebidos como ações reativas e não como parte de um planejamento de longo prazo”, diz.

Especificamente sobre a “visão estratégica”, o executivo afirma que ela dá ao líder uma melhor perspectiva sobre a ação de reduzir custos, que não é compreendida como apenas um movimento para equilibrar o orçamento, mas como um passo dentro de um plano maior de transformação organizacional. “A partir de uma visão estratégica, os gestores conseguem reduzir os números de funcionários visando à eficientização pensando em alguns pontos fundamentais tais como: avaliação de funções essenciais; redistribuição de talentos; e manutenção da capacidade de inovação da empresa mesmo com menos recursos”, afirma.

“Comunicação e confiança”, por sua vez, ressalta o doutor em administração de empresas, é de suma importância para mitigar os efeitos negativos de redução de pessoal que podem vir a ocorrer dentro de uma organização. Isso porque os colaboradores tendem a ficar mais tranquilos quando compreendem as razões que estão gerando a mudança, a forma como se dará o processo e o impacto real para eles e para a empresa. “A transparência na comunicação é a chave e isso é posto em prática quando o líder mantém um canal aberto de diálogo com seus liderados, ouvindo suas preocupações, sendo honesto sobre os desafios e garantindo que os profissionais que ficam tenham clareza sobre o seu papel na nova estrutura”, explica.

Embora não sejam imprescindíveis como os anteriores, outros dois aspectos apontados por Trisciuzzi em seu livro também auxiliam a empresa a passar pela turbulência da reestruturação do quadro de funcionários, ambos (“propósito e cultura” e “accountability e responsabilidade”) contribuindo para a manutenção do engajamento da equipe. No primeiro item, isso ocorre porque o líder garante e deixa claro a todo momento que os cortes estão sendo conduzidos de forma alinhada a seus valores organizacionais, ou seja, com respeito, empatia e um plano de suporte aos desligados. Já no segundo aspecto, porque o gestor assume a responsabilidade pelas decisões difíceis ao ser claro e honesto; evitar terceirizar culpas; criar planos de apoio; e garantir que as mudanças tragam benefícios concretos.

A exemplo do Governo dos Estados Unidos, muitas empresas brasileiras necessitam diminuir custos para se manterem competitivas. Contudo, implementar medidas nesse sentido sem desengajar os colaboradores não é tarefa fácil. Aos líderes que se veem na difícil tarefa de equilibrar os dois aspectos, o autor de “Os 4 Pilares da Liderança Imbatível” tem uma sugestão. Segundo ele, eficiência não pode ser confundida com mero corte de custos e aquele que se propõe a ser bem-sucedido nessa tarefa precisa encontrar a medida certa entre otimização de recursos, propósito e valorização das pessoas. “Uma organização eficiente não é aquela que apenas reduz custos, mas sim aquela que consegue crescer de forma sustentável, inovadora e inspiradora”, finaliza.

RENATO TRISCIUZZI tem mais de trinta anos de experiência em liderança, auditoria, riscos e compliance. É mentor, palestrante internacional, professor, mestre em Controle de Gestão e doutor em Administração de Empresas. Ganhou uma premiação com uma das cinco melhores pesquisas científicas no III Congresso Ibero Americano de Contabilidade de Gestão, que aconteceu em Valência, na Espanha, em 2009. Renato trabalha inspirando pessoas a impulsionarem as próprias carreiras e negócios.

Concomitantemente a sua carreira profissional, Trisciuzzi exerceu e ainda exerce cargos em associações ligadas à auditoria interna. Em 2011, tornou-se presidente do Conselho de Administração do Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil), exercendo a função por cinco anos. O reconhecimento o levou a ser parte do Conselho de Administração do The Institute of Internal Auditors – associação internacional que congrega mais de 260.000 profissionais de mais de 120 países. Em outubro de 2024, foi eleito presidente executivo e do Conselho de Administração da Fundação Latino-americana de Auditores Internos (FLAI).

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Ficha técnica:
Editora ‏ : ‎ Gente Autoridade; 1ª edição (10 fevereiro 2025)
Idioma‏: ‎ Português
Capa comum‏: ‎ 192 páginas
ISBN-10: ‎ 6561070313
ISBN-13: ‎ 978-6561070317
Dimensões: ‎ 16 x 1 x 23 cm

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