Um cuidado que a mulher gestante precisa tomar é saber se a sua gravidez é de alto risco, já que, quando a mãe não recebe todas as informações necessárias e no tempo certo, sua gestação pode vir a ter complicações, tanto para ela quanto para o bebê.
A gravidez de alto risco pode impactar no momento do parto e até causar consequências graves para a vida futura da mãe e da criança. A Dra. Denise Gomes, ginecologista obstetra, explica sobre o assunto pontuando os principais cuidados que devem ser tomados.

“No início do acompanhamento pré-natal, as gestantes realizam uma bateria de exames que podem identificar a existência ou predisposição para o desenvolvimento de algumas doenças”, comenta a médica, formada pela PUC Campinas, com residência em Ginecologia e Obstetrícia pela mesma instituição, especialista em Genitoscopia e Histeroscopia e Coordenadora de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Municipal do Campo Limpo (SP).
As mulheres que possuem a maior probabilidade de ter uma gestação de alto risco são as que já possuem alguma doença sistêmica ou metabólica antes da gestação, como pressão alta, diabetes, obesidade, hipo ou hipertireoidismo, ou fazem tratamentos especializados clínicos ou psiquiátricos, como anemia, câncer, convulsões ou infecções nos órgãos.


Outra situação que pode ocasionar uma gestação de alto risco está relacionada aos extremos da idade reprodutiva. Durante a adolescência, algumas meninas mal fazem o acompanhamento do pré-natal, o que impacta na descoberta de sintomas agravantes. Já quando a mulher está perto da menopausa, ela está mais vulnerável a doenças que podem surgir durante a gravidez, como a hipertensão ou a diabetes gestacional.

Um alerta especial vai para as gestantes que fazem uso frequente de cigarro, bebidas alcoólicas ou entorpecentes, que já são caracterizadas como uma gestação de alto risco e precisam contar com um atendimento especializado, com todo o suporte necessário.
A Dra. Denise, que mantém um canal no YouTube chamado “Mamãe Plena” para compartilhar sua experiência com a maternidade e saúde feminina, explica que focar na saúde do bebê é essencial, já que, normalmente, é possível identificar nos exames iniciais do pré-natal alterações na morfologia ou malformação do feto, risco de síndrome genética cromossômica, quadros clínicos que impactam no desenvolvimento do bebê e até baixa quantidade produtiva do líquido amniótico.
Qualquer sintoma agravante para o desenvolvimento da gravidez ou que apresente impactos para um nascimento prematuro caracteriza a gestação como de alto risco. As gestações de gêmeos também são classificadas dessa forma, afinal, nestes casos, o parto tende a ser feito antes da hora.

Quando a mulher apresenta risco durante a gravidez, é fundamental que ela seja acompanhada por um obstetra especialista em gestação de alto risco e frequente um serviço de referência com disponibilidade para parto, mais recursos para exames, UTI neonatal e adulto e uma equipe cirúrgica pediátrica.
É muito importante deixar claro que essa divisão está disponível para todas as mulheres, independente de sua classe social e do uso de sistema público ou particular de saúde, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acompanhamento pré-natal para gestantes de alto risco.