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Analice Nicolau
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Geriatra alerta para cuidados com idosos durante as férias de verão

Ele aponta que há risco de quedas em piscinas praias; precaução redobrada e equipamentos de apoio podem ajudar a reduzir o risco

Analice Nicolau

09/01/2023 17h00

Ele aponta que há risco de quedas em piscinas praias; precaução redobrada e equipamentos de apoio podem ajudar a reduzir o risco

Com a chegada do verão e as férias escolas, o número de incidentes envolvendo pessoas na melhor idade aumenta durante a temporada. Conforme o Datasus do Ministério da Saúde, nos primeiros quatro meses de 2022 foram registradas mais de 3,1 mil internações de idosos por quedas em casa. O dado representa 17% de elevação se comparado com o mesmo período em 2021.
O geriatra, Emilio Moriguchi, explica que os aumentos são sazonais: “no verão, pelas quedas à beira da piscina, praias e montanhas, e no inverno, pelas quedas com pantufas volumosas, e neves”.


Somando o período às folgas escolares e recesso de fim de ano, muitas famílias costumam viajar, e optam por levar o idoso junto. Muitas das vezes, entretanto, o destino não é adequado para receber pessoas da terceira idade. Foi pensando em trazer soluções para o planejamento de fim de ano que a Tecnosenior desenvolveu uma série de aparelhos móveis conectados 24h à central de emergência, que dão toda a assistência necessária aos idosos em caso de acidente ou queda.


“É comum que o idoso acredite que não precisa de ajuda e que sejam os filhos que busquem a solução da Tecnosenior. E sabemos que essa preocupação é cada vez maior com uma população que só envelhece. Até 2050, o número de pessoas com 60 anos ou mais aumentará no mundo de 900 milhões para 2 bilhões. Com o avanço da medicina, as pessoas vivem mais, e por consequência, surgem novas necessidades de cuidados e atenção. Acreditamos que a tecnologia deve ser totalmente transparente para essa população. Nossa missão é descomplicar e simplificar o dia a dia das pessoas”, acrescenta Gilson Esteves, fundador e CEO da Tecnosenior.


Em 2018, foi realizada uma pesquisa nacional sobre a queda em idosos, com revisão em 2020. Quedas acidentais são eventos inesperados nos quais as pessoas vão de encontro ao chão, assoalho ou a um nível inferior. Elas acometem cerca de 30% dos idosos acima de 60 anos e de 40 a 50% dos idosos mais velhos (acima de 80 a 85 anos), consistindo na principal causa de lesões, fatais ou não, nesses grupos, com destaque para os longevos.


“São as lesões não intencionais mais frequentes nos Estados Unidos, sendo a primeira causa de morte acidental nesse país e a terceira no Brasil, onde sua prevalência variou entre 28,1 e 25,1% de 2011 até a atualidade 2020. Ou seja, 1 em cada 3 idosos acima de 60 anos e 1 em cada 2 idosos acima de 80 anos sofrem queda no Brasil, tornando-se um problema de saúde pública nessa população”, explica Emílio.


Prevenção e Cuidados
De acordo com a OMS, 37,3 milhões de quedas são graves o suficiente para necessitar de cuidados médicos todos os anos. Dr. Emílio ressalta que a prevenção de quedas começa no indivíduo idoso, a partir da manutenção da sua funcionalidade ou seja independência, através da manutenção da vida ativa e com atividade física regular, que trabalhe com equilíbrio e com a manutenção da massa muscular (evitar sarcopenia = atrofia muscular) para que a queda não ocorra.
“É importante manter a funcionalidade plena com boa força muscular e manutenção do equilíbrio, para que a queda não ocorra. Além do idoso, a prevenção da queda inclui o manejo do ambiente, tornando-o mais acessível, livre de barreiras e plana: cuidado com desníveis, cuidar com tapetes e carpetes soltos, instalar corrimões nos locais com risco de quedas, piso antiderrapante, ambientes iluminados a qualquer hora ou com sensor de movimento para acender a luz quando houver indícios de queda”, acrescenta o geriatra.
Após a queda, deve-se identificar a causa da queda para tomada de medidas protetoras para que não ocorra novamente. Exercícios físicos para manutenção da musculatura e equilíbrio, além da fisioterapia. Além disso, Emílio também destaca o lado psicológico do idoso, uma vez que a queda causa perda de autoconfiança e a sua autoestima fica prejudicada.
Com sede em Porto Alegre (RS) e atendendo todo o Brasil, a Tecnosenior fornece hoje três principais sistemas: VidaFone Home – acionado por botão vestível que pode ser usado com pingente ou pulseira; VidaFone Móvel – pingente com GPS e comunicação por voz através de linha celular; VidaFone Voz – utiliza um assistente pessoal (Alexa) que é acionado por voz.
“Para entender como o atendimento funciona é simples: o primeiro contato é com quem realizou a chamada, através do viva-voz do dispositivo. Em seguida, depois de identificar a emergência, a equipe entra em contato com os nomes da listagem: familiares, vizinhos ou cuidadores. O monitoramento da nossa equipe especializada é constante. A cada 48h a central da empresa recebe e auxilia em uma chamada de emergência.”, finaliza o especialista.

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