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Analice Nicolau
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‘Gente, não tem trabalho pra todo mundo não!’, alerta apresentadora Márcia Goldschmidt sobre brasileiros que desejam viver em Portugal

Em vídeo publicado nas redes sociais, a comunicadora comenta matéria da Folha que aponta para retorno de recém-chegados ao país europeu por falta de emprego e alta nos preços de moradia e alimentação

Analice Nicolau

23/11/2022 13h30


A apresentadora Márcia Goldschmidt, que mora em Porto desde 2010, publicou um vídeo nesta quarta-feira (23), em seu perfil no Instagram, comentando uma matéria publicada pela Folha de S. Paulo no dia anterior que aponta dados sobre brasileiros que vão morar em Portugal e decidem retornar ao Brasil por falta de oportunidades no país estrangeiro.

Apresentadora Márcia Goldschmidt publicou um vídeo no Instagram comentando dados sobre brasileiros que vão morar em Portugal e decidem retornar ao Brasil por falta de oportunidades no país estrangeiro

A matéria fala sobre a inflação que o país europeu vem sofrendo – o mais elevado em mais de 30 anos, com alta recorde no preço dos imóveis e custo de vida que “consome rapidamente as economias dos novos moradores”. Com o título “Despreparados, brasileiros recém-chegados a Portugal pedem ajuda para voltar”, o texto de Giuliana Miranda alerta para o fato de que o Consulado Brasileiro em Portugal não ter condições de arcar com os custos de retorno dos brasileiros que pedem auxílio, tendo como alternativa recorrer ao Programa de Apoio ao Retorno Voluntário e à Reintegração da OIM (Organização Internacional das Migrações), vinculada à ONU.

A matéria da Folha citada pela apresentadora alerta para a inflação vivida no país europeu e revela número alto de brasileiros que decidem retornar ao Brasil por falta de oportunidades e alta dos preços

A comunicadora, casada com o advogado português Nuno Rêgo e mãe de duas filhas, Victoria e Yanne, comenta sobre a matéria em seu vídeo e diz que em dez anos de Portugal, nunca viu tantos brasileiros no país. “O número de brasileiros em Portugal é uma coisa absurda, nunca vista antes. Eu tenho dez anos de Portugal e nunca vi tanto brasileiro assim”. Além disso, Márcia também aponta para a crise em que o continente europeu está mergulhando, o que torna a estadia de brasileiros no país ainda mais dificultosa.

“A Europa está passando por um momento muito delicado, véspera de crise, recessão total. A inflação chegou com tudo. Os salários em Portugal são básicos, mínimos. O preço do aluguel explodindo. O preço da eletricidade ‘aqui na lua’”, diz a apresentadora, e continua, ao mencionar pessoas na internet que vendem uma falsa impressão de facilidade para brasileiros que desejam viver em Portugal: “Então, tem uma série de youtubers que ficam assim: ‘eu vou mostrar pra vocês como é morar em Portugal’. Aí chega lá no supermercado: ‘com um euro você compra isso, com dois euros você compra aquilo’. Gente, não tem trabalho pra todo mundo não!”.

Márcia também fala sobre ilusão da internet que promove uma ideia de facilidade em relação à estadia em Portugal: “Vamos parar com essa ilusão, entendeu? A luz tá cara, a água tá cara, o aluguel caríssimo”

O que chama a atenção da matéria publicada pela Folha de S. Paulo é a rapidez com que brasileiros recém-chegados à Portugal decidem retornar à pátria de origem, pelas precárias condições que se encontram em poucos meses no país. Segundo dados fornecidos e divulgados pelo jornal, “embora 2022 ainda não tenha acabado, o número de pedidos de ajuda de brasileiros já voltou aos patamares pré-pandemia”.

Recentemente, Portugal disponibilizou uma nova categoria de permanência para estrangeiros que buscam emprego, que tem duração de seis meses e exige pouco mais de R$ 10 mil para entrada no país, além de realizar uma seleção prévia dos possíveis trabalhadores. No entanto, Goldschmidt crê que essa facilidade não é o bastante para garantir o sucesso da vinda de brasileiros ao país.

“Portugal lançou um visto que realmente permite que as pessoas estejam no país durante seis meses a fim de procurar trabalho, mas a gente não tem nada fácil”, alerta a apresentadora

“Portugal lançou um visto que realmente permite que as pessoas estejam no país durante seis meses a fim de procurar trabalho, mas a gente não tem nada fácil, nem em Portugal e nem em lugar nenhum do mundo. Vamos parar com essa ilusão, entendeu? A luz tá cara, a água tá cara, o aluguel caríssimo. O salário mínimo em Portugal, mais ou menos, é setecentos e ‘trá lá lá’. Desses, trezentos e pouco é só no aluguel, no mínimo!”, finaliza a comunicadora.

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