Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Blogs e Colunas

Famoso entre celebridades, o silicone nos seios pode trazer complicações graves, alerta médica da FIDI

Milani alerta que, apesar de ser um procedimento bastante realizado e seguro, com margem de 2% para erros, a colocação de implante nos seios possui riscos como qualquer outra cirurgia.

Por Analice Nicolau 13/01/2022 9h00
Milani alerta que, apesar de ser um procedimento bastante realizado e seguro, com margem de 2% para erros, a colocação de implante nos seios possui riscos como qualquer outra cirurgia.

O implante de silicone nos seios é um dos queridinhos das adeptas à cirurgia plástica. Junto aos procedimentos de lipoaspiração e abdominoplastia, configura mais de 2 milhões de intervenções realizadas no Brasil.

Quem fornece esses dados é Vivian Milani, médica radiologista especializada em mamas, que atua na Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI). A instituição foi fundada em 1985 por médicos professores do Departamento de Diagnóstico por Imagem da Escola Paulista de Medicina, atual Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

A FIDI é uma Fundação privada, sem fins lucrativos, que reinveste o total de seus recursos em assistência médica à população brasileira. Além disso, atua propondo soluções inovadoras para a saúde pública, como o sistema de análise por imagens de tomografia computadorizada por inteligência artificial.

Milani alerta que, apesar de ser um procedimento bastante realizado e seguro, com margem de 2% para erros, a colocação de implante nos seios possui riscos e contraindicações como qualquer outra cirurgia.

“Com o passar dos anos, os implantes podem apresentar roturas (rompimento de alguma estrutura anatômica), contratura (rejeição) ou até uma mudança do eixo da prótese (rotação), por exemplo. Essas alterações podem evoluir lentamente para rupturas maiores, causando dor e desconforto”, destaca a especialista.

Muito utilizado entre celebridades e personalidades, tanto no Brasil quanto em outros países, em caso de complicações com a prótese mamária, a médica diz que pode haver necessidade da retirada do silicone, principalmente em situação de infecções, dificuldades na cicatrização e até por questões estéticas. Segundo Milani, “algumas ficam insatisfeitas com o tamanho das próteses, outras ganham peso, o que resulta no aumento do volume das mamas e, em alguns casos, também há o medo de desenvolver outras doenças associadas ao silicone”.

O explante mamário também é altamente recomendado quando há o agravamento de quadros como linfoma anaplásico de grandes células, infecção nos seios resistentes ao tratamento, rompimento ou contratura da prótese.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para evitar essas e outras complicações, além de dor e incômodo, a especialista indica a realização periódica de exames de rotina, como ultrassom, mamografia e até ressonância magnética. Outro ponto a ser ressaltado é que próteses mais antigas possuem prazo de validade, que varia entre 10 e 25 anos após a colocação.

“Já os implantes mais recentes, chamados de texturizados (feitos de gel coesivo), geralmente não necessitam ser trocadas tão cedo, embora uma consulta com o médico que realizou o procedimento possa ser realizada a cada 10 anos, com o intuito de garantir que tudo está dentro do esperado”, explica Milani.

A médica alerta também que esse tipo de intervenção cirúrgica não é indicado para menores de 16 anos, gestantes, lactantes, pessoas com tumores nas mamas sem tratamento adequado ou com doenças reumáticas, como lúpus eritematoso e artrite reumatoide.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE








Você pode gostar