Diretor da Escola de Artes Visuais (EAV) do Parque Lage entre 2017 e 2019, e do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio nos últimos dois anos, Fábio Szwarcwald agora vive uma nova revolução. Ele acaba de se tornar sócio e head de artes da Tropix, plataforma de arte digital lançada em agosto passado por um grupo de empreendedores que envolve, entre outros nomes, Daniel Peres Chor, uma das principais vozes do Brasil no segmento de NFTs (tokens não fungíveis); Bernardo Schucman, maior minerador de bitcoin do país e um dos criadores do protocolo do Google Meet; Alexandre Icaza, venture builder com 20 anos de experiência no mercado de private equity; e Guilherme Nigri, investidor em mais de 15 projetos no Vale do Silício.
“O mercado de NFTs é uma das áreas em que aposto com total convicção. O futuro é esse. Nesse novo mundo, há muita facilidade para compra e venda das obras, sua certificação e rastreabilidade. Com o contrato inteligente, você consegue de uma forma definitiva garantir o direito de sequência para o artista. Uma outra facilidade operacional que este mercado oferece é a de vender para o mundo inteiro sem se preocupar com logística de transporte, contratação de seguro, restauração e espaço para guardar. Só é preciso um aparelho de TV para exibir arte”, explica Fábio.

Fabio Szwarcwald, novo sócio da Tropix. Divulgação
Economista com duas décadas de mercado financeiro, onde começou como office boy do Banco Garantia, Fabio trabalhou por 16 anos no Banco Votorantim, como diretor do escritório do Rio de Janeiro, e depois ficou por mais 5 anos no Private Banking do Credit Suisse. Ele tem também uma longa história no universo artístico. É colecionador, mantém um acervo de mais de 350 obras, faz parte do Conselho de Liderança Internacional do New Museum, de Nova York, e integra o Conselho Empresarial de Economia Criativa da Firjan para a cidade do Rio de Janeiro e o Conselho da Osesp. Em suas passagens pela EAV e pelo MAM, movimentou duas importantes instituições da cultura brasileira, ampliando a diversidade no quadro de funcionários, lançando programas educacionais, exposições inéditas, e captando novos apoios e investimentos.

Foto: Divulgação Museu de Arte Moderna do Rio
Agora, no caminho do metaverso, Fabio se une ao grupo liderado por Daniel Peres Chor, herdeiro da Multiplan e CEO da Tropix, para acompanhar a nova era da arte em um mercado em expansão. Em 2020, o mundo movimentou US? 150 milhões em NFTs. Em 2021, US? 21 bilhões. E, apenas em janeiro deste ano, US? 5 bilhões. A plataforma lançada em agosto do ano passado é um marketplace de obras digitais, que conecta artistas aclamados e jovens talentos a colecionadores de todos os cantos do planeta. Só no primeiro semestre da operação, mais de cem obras de brasileiros foram vendidas para países como Estados Unidos, Holanda, México e Hong Kong. Hoje, a Tropix, tem 35 galerias de arte parceiras e prevê mais de mil lançamentos para 2022.
“Nosso propósito é dar a artistas brasileiros uma visibilidade global por meio da transformação de suas obras em NFTs. O olhar do Fábio vai nos ajudar a enxergar para onde está indo todo esse universo da arte. Ele é um incrível colecionador, que trabalhou em importantes instituições, e que agora nos ajuda a formar um grande ecossistema em torno da arte digital”, declara Daniel.