A calvície atinge metade dos homens até os 50 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde. A boa notícia é que o desenvolvimento de novas técnicas de transplante capilar permite que carecas inconformados consigam reconquistar a aparência anterior sem que o resultado fique artificial. O sucesso do procedimento, porém, está diretamente ligado à escolha criteriosa do profissional.

De acordo com Thiago Bianco, um dos maiores especialistas do mundo em transplante capilar, as causas para a calvície podem estar ligadas à predisposição genética, questões emocionais e até mesmo à sequela de doenças, como a Covid-19. “Independentemente do motivo, os pacientes querem resolver o problema e, para isso, é fundamental uma avaliação médica cuidadosa. Além disso, o transplante capilar deve sempre ser realizado por profissionais especializados e experientes, que possuam um histórico comprovado de resultados bem-sucedidos”, afirma Bianco, responsável pelos cabelos transplantados do rei Roberto Carlos, do humorista Tom Cavalcanti, do jogador Everton Ribeiro do Flamengo, entre tantos outros.

Entenda a técnica
O transplante capilar é um procedimento cirúrgico que consiste em retirar folículos capilares de áreas doadoras, como a nuca, e transplantá-los para as áreas com ausência de cabelos, que são as áreas receptoras. Esse método permite o crescimento de cabelos naturais nas regiões onde a calvície ou a rarefação capilar eram evidentes.

Crédito: Chico Audi
Atualmente, existem duas técnicas: o FUT – Follicular Unit Transplant – e o FUE – Follicular Unit Extraction. O FUT é também conhecido como método da “tira”. Nessa técnica, uma faixa de couro cabeludo é removida da área doadora e, em seguida, os folículos capilares são separados e implantados nas áreas receptoras. Esse procedimento deixa uma cicatriz linear na área doadora.
Já no método FUE, utilizado e aprimorado pelo dr. Thiago Bianco, os folículos capilares são individualmente extraídos da área doadora, geralmente através de pequenas incisões circulares, e implantados diretamente nas áreas receptoras. A principal vantagem é que a recuperação é muito mais rápida e o procedimento não deixa cicatriz.
Para o resultado perfeito, Bianco investiu em infraestrutura e equipamento de ponta, como o microscópio Carl Zeiss que faz a lapidação das unidades foliculares, e uma cama hiperbárica, utilizada no pós-cirúrgico de alguns pacientes, como tabagistas e diabéticos compensados. A clínica possui um centro cirúrgico particular dedicado especialmente para os transplantes realizados por uma equipe treinada pelo próprio dr. Thiago por pelo menos um ano.
Além da habilidade do cirurgião, os resultados do transplante dependem de outros fatores, como a qualidade dos folículos capilares do paciente e o pós-operatório adequado. Em geral, é necessário aguardar alguns meses para que os cabelos transplantados cresçam completamente e se estabeleçam de forma natural.
“Minha principal meta na vida é nunca mais ver um transplante mal feito. Quero garantir que todas as pessoas tenham um excelente atendimento e cheguem ao melhor resultado possível. Para isso é preciso muito estudo, investimento em tecnologia e aprimoramento constante da técnica”, afirma o especialista, que nos últimos 17 anos já fez mais de dez mil procedimentos.