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Analice Nicolau
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Estudo reajusta estereótipos equivocados sobre envelhecimento no Brasil

Projeções apontam que 1 a cada 3 brasileiros terá mais de 60 anos em 2060

Analice Nicolau

24/02/2022 9h32

Projeções apontam que 1 a cada 3 brasileiros terá mais de 60 anos em 2060

Nesta terça-feira, 22, a Rede Globo divulgou um estudo sobre maturidade produzido em parceria pelo GNT, Inteligência de Mercado e Pesquisa & Conhecimento. Os pesquisadores mergulharam no universo da população com mais de 50 anos para entender como pensam e vivem. O estudo é importante para que possamos entender melhor sobre como as pessoas de certas idades são vistas e necessárias de forma coletiva.


A pesquisa revelou que 55% dos brasileiros acreditam que uma pessoa se torna idosa entre 60 e 69 anos. O IPEA projeta que, em 2060, uma a cada três pessoa terá mais de 60 anos no Brasil, por isso é importante reajustar os conceitos e entender melhor sobre como o envelhecimento é visto atualmente. O estudo mostrou que muitos padrões e estereótipos estão se redefinindo.


De acordo com o que foi observado, muito está mudando sobre a questão de idade com mercado de trabalho no país. Hoje, as pessoas consideradas “autossuficientes” são aquelas que gerenciam a própria rotina e sabem concretizar os próprios sonhos, geralmente elas têm entre 50 e 54 anos e são solteiros ou divorciados. Já os considerados “sábios” são aqueles que são casados ou moram com o parceiro, além dos aposentados e os que possuem renda mensal mais alta que a média dos brasileiros.


Os “agregadores” são aqueles que mantém laços afetivos, pensam no coletivo e possuem famílias maiores, enquanto os “cuidadores” são considerados são considerados os que gerenciam os problemas familiares, mas muitas vezes se sentem invisíveis e sem individualidade. Os “exploradores” são quem preferem se relacionar com diferentes grupos e aprender novas habilidades e os “em pausa” são os que estão evitando novas responsabilidades e cobranças.


Atualmente, as classes mais altas da população com mais de 50 anos no Brasil são consideradas o esteio econômico das famílias. Eles são aqueles que já estão sentindo uma pressão sobre a previdência e a possibilidade de uma vida que chegue até aos 100 anos de idade. Compreender melhor essas diferenças de um mesmo grupo é poder desenvolver políticas públicas, melhorar o relacionamento com familiares, além de entender suas necessidades e hábitos de consumo. Todo o material da pesquisa está disponível na Plataforma Gente.

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