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Analice Nicolau
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Estética afro cibernética do baiano Alex Fraga domina passarelas internacionais

Colunista Analice Nicolau

13/08/2026 16h55

Estética afro cibernética do baiano Alex Fraga domina passarelas internacionais O estilista Alex Fraga projeta a grife Alleropeu globalmente ao unir ancestralidade baiana, técnicas artesanais e inovação futurista A ascensão do design autoral brasileiro nos principais circuitos de moda globais reflete um movimento de valorização de narrativas identitárias e inovação costumeira. No centro dessa expansão, o designer baiano Alex Fraga, fundador e diretor criativo da marca Alleropeu, consolida sua presença no mercado internacional ao introduzir o conceito de estética afro cibernética nas passarelas europeias e norte-americanas. Nascido no bairro de São Cristóvão, em Salvador, o estilista iniciou sua trajetória no exterior por Portugal e alcançou reconhecimento ao projetar a riqueza cultural da Bahia em coleções escultóricas de alta complexidade manual.

O estilista Alex Fraga projeta a grife Alleropeu globalmente Créditos: Divulgação

O estilista Alex Fraga projeta a grife Alleropeu globalmente ao unir ancestralidade baiana, técnicas artesanais e inovação futurista

A ascensão do design autoral brasileiro nos principais circuitos de moda globais reflete um movimento de valorização de narrativas identitárias e inovação costumeira. No centro dessa expansão, o designer baiano Alex Fraga, fundador e diretor criativo da marca Alleropeu, consolida sua presença no mercado internacional ao introduzir o conceito de estética afro cibernética nas passarelas europeias e norte-americanas. Nascido no bairro de São Cristóvão, em Salvador, o estilista iniciou sua trajetória no exterior por Portugal e alcançou reconhecimento ao projetar a riqueza cultural da Bahia em coleções escultóricas de alta complexidade manual.

A inserção de criadores de matriz africana e latino-americana em plataformas de prestígio internacional atende a uma demanda crescente por sustentabilidade cultural e ressignificação de códigos ancestrais. No contexto da moda autoral, o ecossistema baiano destaca-se pela fusão entre manifestações afro-brasileiras, arquitetura popular e expressão artística corporal. A transição da produção artesanal periférica para eventos de alcance global demonstra a viabilidade comercial de marcas que utilizam o patrimônio imaterial como ativo central de posicionamento, desafiando estéticas eurocêntricas consolidadas.

O percurso da Alleropeu ganhou projeção a partir de 2022 na região de Almada, nas proximidades de Lisboa, expandindo-se rapidamente pelo continente europeu. A validação definitiva no cenário global ocorreu com a estreia do designer na New York Fashion Week, em 2025, além de sua escolha como o único representante oficial do Brasil na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no setor de moda. Essa visibilidade institucional estabeleceu uma ponte direta entre a produção artesanal da Bahia e os compradores internacionais de vestuário conceitual.

Estética afro cibernética do baiano Alex Fraga domina passarelas internacionais O estilista Alex Fraga projeta a grife Alleropeu globalmente ao unir ancestralidade baiana, técnicas artesanais e inovação futurista A ascensão do design autoral brasileiro nos principais circuitos de moda globais reflete um movimento de valorização de narrativas identitárias e inovação costumeira. No centro dessa expansão, o designer baiano Alex Fraga, fundador e diretor criativo da marca Alleropeu, consolida sua presença no mercado internacional ao introduzir o conceito de estética afro cibernética nas passarelas europeias e norte-americanas. Nascido no bairro de São Cristóvão, em Salvador, o estilista iniciou sua trajetória no exterior por Portugal e alcançou reconhecimento ao projetar a riqueza cultural da Bahia em coleções escultóricas de alta complexidade manual.
O estilista Alex Fraga projeta a grife Alleropeu globalmente Créditos: Divulgação

A construção das peças fundamenta-se na sobreposição de técnicas manuais como macramê, trançados complexos e crochê, gerando volumes escultóricos que reinterpretam a estética futurista. As texturas do sertão, a geometria das redes de pesca das ilhas soteropolitanas e a ginga da capoeira são traduzidas em estruturas tridimensionais com rigor arquitetônico. Refletindo sobre a origem dessa linguagem técnica singular, Alex Fraga pontua que “o meu acreditar foi para as minhas mãos e com isso fui costurando e construindo o meu legado”, evidenciando a transformação da bagagem cultural em rigor produtivo.

A metodologia fabril da grife envolve processos minuciosos de colagem manual, estruturação anatômica e aplicação estratégica de brilho e volume para criar peças que funcionam como monumentos em movimento. Essa abordagem prioriza o tempo da manufatura em contraposição à aceleração do mercado industrial, preservando a memória coletiva e a resistência simbólica da cultura negra. Relembrando a superação das barreiras de origem durante a consolidação da marca, o estilista enfatiza a caminhada “da vida simples do bairro do São Cristóvão em Salvador”, ressaltando a determinação necessária para atingir espaços de visibilidade internacional.

A vertente afro cibernética propõe um novo horizonte para a moda contemporânea ao fundir a ancestralidade manual com contornos de ficção científica e estética utópica. O uso de formas imponentes e materiais estruturados antecipa tendências de vestuário cênico e conceitual que dialogam com a linguagem digital e os novos hábitos de consumo visual. Reafirmando sua visão sobre a postura necessária para conquistar mercados globais, Alex Fraga ressalta a perspectiva de “um ser humano que não enxergava o impossível”, sinalizando a expansão contínua da marca nos cenários europeu e norte-americano.

A trajetória do designer baiano demonstra que a inovação na indústria da moda depende da autenticidade narrativa e do domínio de técnicas artesanais refinadas. A fusão entre tempo, ancestralidade e linguagem futurista estabelece o Brasil como polo exportador de design de alto valor agregado. Sintetizando a relevância do impacto alcançado por sua produção autoral, Alex Fraga reitera o valor da conquista “para o reconhecimento internacional”, comprovando que a expressão artística afro-brasileira possui escala, maturidade e sofisticação para protagonizar os rumos do mercado global.

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