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Analice Nicolau
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Especialista fala sobre cálculo biliar e explica quais são os seus fatores de risco e tratamento

Dr. Samuel Okazaki é especializado em cirurgia minimamente invasiva e atua em hospitais renomados de São Paulo

Analice Nicolau

08/07/2022 11h00

Dr. Samuel Okazaki é especializado em cirurgia minimamente invasiva e atua em hospitais renomados de São Paulo

Provavelmente, você já deve ter conhecido alguém que recebeu o diagnóstico de cálculos biliares, também conhecidos por pedras da vesícula biliar. Esta condição é relativamente comum em adultos, com uma predominância no sexo feminino, e que atinge cerca de 20 a 30% da população brasileira. Muitos casos são assintomáticos e diagnosticados em exames de rotina, e outros passam totalmente despercebidos, sendo descobertos quando alguma complicação surge de forma aguda.

Segundo o Dr. Samuel Okazaki, especializado em cirurgia minimamente invasiva e integrante do corpo clínico dos hospitais Israelita Albert Einstein, Vila Nova Star, São Luiz entre outros renomados, é também conhecido tecnicamente como Colecistopatia calculosa, colelitíase ou, simplesmente, pedras na vesícula biliar. Antes de entendermos o que é, devemos compreender mais sobre o órgão em que ela ocorre.

Parte do processo de digestão, a vesícula biliar é um órgão pequeno, com a forma de uma bexiga murcha, localizado abaixo do fígado, na região superior direita do abdome. Ela armazena e concentra a bile – substância produzida pelo fígado, responsável pela digestão, principalmente de gorduras no intestino. A bile é composta por vários elementos, entre eles o colesterol, um dos responsáveis por grande parte da formação de cálculos (pedras).

Os cálculos biliares são depósitos de material sólido (em sua maioria cristais de colesterol) e podem variar de quantidade e tamanho, o que causa diferentes sintomas ou complicações, sendo as principais: a inflamação aguda da vesícula biliar (Colecistite aguda); e a migração das pedras pelos ductos biliares e consequente inflamação aguda do pâncreas (Pancreatite aguda). Tais complicações são emergenciais e necessitam de cuidados médicos imediatos.

As causas da formação de pedras na vesícula ainda não são totalmente esclarecidas. Dentre os fatores que podem aumentar o risco de se tê-las, é possível destacar: ser do sexo feminino; ter mais de 60 anos; sobrepeso e obesidade; gravidez; histórico familiar de pedras na vesícula; diabetes; elevação do LDL (colesterol ruim) e diminuição do HDL (colesterol bom); hipertensão arterial; perda de peso rápida; dieta rica em gorduras e açúcares; tabagismo; sedentarismo; uso prolongado de anticoncepcionais e uso de medicamentos que contêm estrógeno.

Mas é importante ressaltar, como alerta Okazaki, que o diagnóstico não ocorre exclusivamente em pessoas com os fatores mencionados acima, elas apenas possuem um risco maior. Mesmo quem possui bons hábitos alimentares, saudáveis e sem outros problemas de saúde, também podem sofrer desta patologia.

O tratamento preconizado e definitivo é a cirurgia para a remoção da vesícula biliar (colecistectomia). Mesmo nos casos assintomáticos, ela é indicada para prevenir sintomas ou complicações, como a pancreatite. O procedimento é realizado por meio de métodos minimamente invasivos (laparoscópica ou robótica) e requer poucos dias de internação hospitalar. O método é seguro e a recuperação costuma ser rápida, com o retorno às atividades profissionais e físicas poucos dias após o procedimento.

O corpo humano é capaz de se adaptar bem à retirada da vesícula biliar. Nos primeiros dias, após a remoção, é recomendável uma dieta com pouca gordura e balanceada. Contudo, a grande maioria das pessoas leva uma vida normal após a cirurgia, sem nenhum prejuízo à saúde e sem a necessidade de nenhum tipo de tratamento ou reposição específicos.

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