Jornal de Brasília

Informação e Opinião

Blogs e Colunas

Especialista em medicina integrativa alerta sobre importância do descanso em meio à rotina corrida

“Assim como um elástico que quando esticado demais perde a elasticidade, nós também nos levamos ao limite quando não aprendemos a desacelerar”, explica Dra. Esthela Oliveira

Por Analice Nicolau 24/05/2022 6h00
Pós-graduada em Medicina Integrativa pelo Instituto Albert Einstein e em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), em 2019 realizou o curso de Mind Body Medicine na Universidade de Harvard. A profissional também atua como médica do esporte e integra o corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.

Especialista em medicina integrativa, faz alerta sobre sobrecarga física e mental, relacionada a dupla jornada de trabalho, home office e trabalho híbrido pós-pandemia

Atualmente, ser “workaholic” tem sido considerado algo positivo. A verdade é que o termo, muito utilizado nesta era da produtividade, é até visto por alguns como um elogio para profissionais em tempo integral, aqueles que dão conta de tudo, são multitarefas e basicamente incansáveis.

Mas, será que o trabalho tem ocupado mais espaço do que deveria em nossas vidas? Porque ainda estamos estimulando a ideia de que homens e mulheres precisam ser super-heróis o tempo todo? Estes são alguns dos questionamentos levantados pela especialista em medicina integrativa, Dra. Esthela Oliveira.

Segundo a especialista, em medicina integrativa, quando não dedicamos um tempo para relaxar e condicionamos nosso corpo a um esforço máximo, o cérebro passa a entender o cansaço e vários outros sinais como uma ameaça, liberando no organismo hormônios que mantenham o corpo acordado e ativo, mesmo quando não há mais forças, levando a um nível extremo de exaustão e estresse.

Segundo uma pesquisa feita pela LHH do Grupo Adecco, empresa suíça de recursos humanos que atua em 60 países, 38% dos 15 mil trabalhadores ativos entrevistados no estudo afirmaram ter apresentado sintomas característicos da Síndrome de Burnout, no último ano.

“Com o home office ganhando espaço, devido à pandemia, uma barreira delicada foi rompida, aquela que diferenciava o espaço e tempo de trabalho com o destinado ao lazer e descanso”, afirma a Dra. Esthela.

Em um período muito curto de tempo, as pessoas tiveram de se acostumar com rotinas híbridas de trabalho, unindo tarefas domésticas às profissionais em um mesmo ambiente, o que resultou em uma inevitável sobrecarga física e, principalmente, mental. Não à toa, o Burnout entrou para a lista das doenças de trabalho reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2022.

“O problema é que, com a rotina tão intensa e bagunçada, fica fácil esquecer da importância do descanso. Mas, assim como um elástico que quando esticado demais, perde a elasticidade, nós também nos levamos ao limite quando não aprendemos a desacelerar. As consequências disso são os picos de estresse, mudanças de humor, problemas com as relações interpessoais, falta de concentração e memória, distúrbios alimentares e do sono, além da ansiedade e dos prejuízos a médio e longo prazo, como diabetes, sobrepeso, insônia, depressão, dores inexplicáveis no corpo, cabeça e coluna”, alerta a médica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a especialista, em medicina integrativa, quando não dedicamos um tempo para relaxar e condicionamos nosso corpo a um esforço máximo, o cérebro passa a entender o cansaço e vários outros sinais como uma ameaça, liberando no organismo hormônios que mantenham o corpo acordado e ativo, mesmo quando não há mais forças, levando a um nível extremo de exaustão e estresse.

Especialista em medicina integrativa, faz alerta sobre sobrecarga física e mental, relacionada a dupla jornada de trabalho, home office e trabalho híbrido pós-pandemia

“É neste ponto que a Síndrome de Burnout surge e todo o corpo começa a sofrer as consequências. Não podemos permitir que chegue a isso. O descanso é imprescindível. O sono deve ser reparador e, para isso, a dica é entrar em modo off-line por pelo menos uma hora antes de deitar, sem telas, apenas um estímulo sonoro leve, se quiser. Tire momentos do seu dia para fazer pausas de alguns minutos nas atividades a fim de desacelerar. Procure aderir a práticas relaxantes, invista tempo em um hobby, faça atividades físicas. Tente viajar e sair da rotina sempre que possível, estar em meio à natureza, em um lugar calmo, pode ajudar”, recomenda Oliveira.

Pós-graduada em Medicina Integrativa pelo Instituto Albert Einstein e em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), em 2019 realizou o curso de Mind Body Medicine na Universidade de Harvard. A profissional também atua como médica do esporte e integra o corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.

E a Dra. Esthela indica ainda: “Sempre que sentir os níveis de estresse muito altos, tente parar um pouco e prestar atenção na sua respiração, se concentre nela para se acalmar e lembre-se que não é preciso dar conta de tudo hoje; organize prioridades e aceite o que não pode ser resolvido. Procure conversar com alguém nessas situações, ter uma rede de apoio em casa e no trabalho é sempre importante”, finaliza a especialista.

Pós-graduada em Medicina Integrativa pelo Instituto Albert Einstein e em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), em 2019 realizou o curso de Mind Body Medicine na Universidade de Harvard. A profissional também atua como médica do esporte e integra o corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, Oliveira é membro titular da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte e fundadora da Side Clinic, espaço voltado à visão ampla do paciente, que associa técnicas integrativas como ferramenta para complementar a medicina tradicional.








Você pode gostar