A gluteoplastia, procedimento para aumento de glúteos, tem sido cada vez mais procurada por quem deseja corrigir problemas decorrentes de deformidades ou atingir objetivos estéticos.

Essa intervenção tem como foco remodelar a região, restaurando o contorno, a forma e o tamanho do bumbum e pode ser realizada através de duas técnicas, a prótese, mais comum, e o enxerto de gordura, retirado da lipoaspiração de outro local do corpo, que também costuma gerar bons resultados estéticos, com poucas cicatrizes, como explica o Dr. Hugo Sabath, cirurgião plástico da Clínica Sabath.
No caso da prótese de silicone, são realizadas duas pequenas incisões na parte de cima das nádegas (área escondida na dobra dos glúteos) para colocar os implantes, que são geralmente de formato oval ou redondo. O tamanho da prótese é escolhido pelo paciente, juntamente com o cirurgião plástico, de acordo com os objetivos estéticos e a técnica da cirurgia, mas geralmente contém cerca de 350 ml.

“Na cirurgia de gluteoplastia, a prótese é colocada principalmente entre os glúteos máximo e médio, justamente pela sua localização mais superficial, para dar um aspecto mais natural.” ressalta o cirurgião. Diferente do que acontece com o silicone em outras partes do corpo, por exemplo, em que o implante fica tanto em cima quanto abaixo do músculo, a depender da escolha da paciente.
No caso do paciente optar por colocar o implante de silicone, é preciso que ele avalie, junto ao seu médico, qual o formato ideal para o seu biotipo.

Existem dois modelos de próteses de glúteo: a redonda (muito semelhante à prótese de silicone da mama) e que é indicada para pacientes mais baixos, que apresentam o bumbum mais estreito, e a prótese oval, indicada para pacientes mais altos e mais longilíneos, com o bumbum mais alongado. Os tamanhos variam assim como as próteses de silicone, de acordo com o paciente e a sua necessidade para o preenchimento dos glúteos.
Já a opção do enxerto de gordura, também chamada de lipoenxertia, é feita com a introdução de células de gordura nas nádegas, que foram extraídas por lipoaspiração de outra região do corpo, como a barriga e pernas. Por este motivo, é possível combinar na mesma cirurgia, a gluteoplastia com a lipoaspiração ou lipoescultura.
E é preciso ter atenção: pacientes que tiveram um emagrecimento considerável e que ficaram com os glúteos caídos e flácidos, não devem recorrer à intervenção por meio de prótese. Para estes casos, é necessário primeiro fazer uma remoção do excesso de pele, para só depois colocar os implantes.

A gluteoplastia é indicada para quem possui os glúteos pequenos, de pouca projeção, disformes e tem como objetivo conceder mais volume e reduzir a flacidez. E a boa notícia é que a cicatriz oriunda da realização do procedimento fica escondida no sulco interglúteo, não aparecendo nem se a paciente usar biquíni fio dental, por exemplo.
“Os cuidados pré-operatórios da gluteoplastia são essenciais para garantir que a cirurgia ocorra de forma satisfatória e, dessa forma, os riscos que possam trazer problemas à saúde sejam reduzidos ou então evitar que a paciente não alcance os resultados esperados.” finaliza o Dr. Hugo Sabath, que é membro das Sociedades Boliviana, Americana e Brasileira de Cirurgia Plástica, além de possuir diversas especializações e integrar equipes de importantes centros médicos.