A jornalista Leila Cordeiro, fora da televisão desde 2000, mantém sua presença online fortalecida, sempre atuante e inovando. Dessa vez, a novidade é o programa de entrevistas “Entre Nós”, que recebe personalidades voltadas ao universo da espiritualidade, para levar uma mensagem de otimismo, principalmente em tempos atuais, após o período mais impactante da pandemia.

Natural da Bahia, a repórter, que também atua como artista plástica e escritora, iniciou sua carreira na TV Aratu, afiliada da Rede Globo, em 1974. Desde então, Leila já atuou como âncora do “Jornal do SBT” e do “Aqui Agora”, além de outras experiências profissionais marcantes.
Cordeiro conta, durante sua entrevista para Francesco Pellegatta, na última terça-feira (31/05), que na época em que começou a atuar no jornalismo, tudo era mais difícil, principalmente pelos recursos tecnológicos, que avançaram consideravelmente.

“Naquela época não tinha nada disso que a gente tem hoje, tecnologia zero, onde você se formava era em jornal, revista pouquíssimo. Eu comecei na televisão, fazendo reportagem, com filme. Eu tive que aprender tudo que hoje as pessoas fazem com o celular, com filme, tudo era muito difícil”, declara.
Casada com o também jornalista Eliakim Araujo, que faleceu em 2016, Leila conta, em entrevista para a coluna, que precisou continuar após a morte do seu marido.
“Já fiz muitas incursões na internet desde que saí da TV, em 2000. De lá pra cá, nunca parei e não estava sozinha nas empreitadas e desafios em novas plataformas e tecnologias. Até 2016 tive ao meu lado Eliakim Araujo, que dispensa maiores apresentações devido ao legado profissional que deixou ao desencarnar em julho de 2016 por um câncer de pâncreas. Mas eu precisava continuar, mesmo que em pequenos projetos”, relata.

Agora em junho, a apresentadora inicia, então, o “Entre Nós”, onde recebe convidados especiais para falar sobre espiritualidade em suas várias vertentes, através de lives em seu perfil no Instagram. Sua primeira entrevista aconteceu na última quarta-feira (01), com a projetora astral, palestrante e YouTuber Meire J. Costa, que tirou dúvidas dos seguidores e falou sobre a projeção astral.
A decisão de iniciar essa nova empreitada veio por meio da paixão que Leila nutre desde a infância pela Doutrina Espírita, também conhecida como Kardecismo, e pelo apoio do seu amigo Leandro.
“Por incentivo do Leandro, resolvemos que eu conversaria inicialmente num segmento de entrevistas com pessoas ligadas a uma das minhas maiores paixões, a doutrina espírita. O nome, ‘Entre Nós’, também foi uma inspiração do Leandro, que tem sido um grande incentivador da minha maior participação nas redes sociais”, explica.

E continua: “E, confesso, a espiritualidade tem feito tanto por mim e eu tão pouco por ela que espero, através do ‘Entre Nós’, devolver um pouco do tanto que já aprendi. Nosso objetivo é conversar com os maiores expoentes da espiritualidade no Brasil, que têm milhões de seguidores em suas redes sociais e que, com sabedoria, experiência e muita resiliência, têm se dedicado a fazer desse, um mundo de regeneração cada vez mais perto da justiça e amor incondicional entre os povos. Parece coisa de filme de ficção científica? Mas não. É uma realidade cada vez mais chegada à ciência, como prova de que, além de continuarmos vivos eternamente, não estamos sós no Universo”.
As perdas decorrentes da pandemia foram muitas e atingiram também pessoas queridas da apresentadora, como a partida da sua mãe, que tinha 100 anos e era super saudável. Esse momento doloroso que vivenciou também a motivou a levar o conhecimento espiritual às pessoas que passaram por situações difíceis, através do “Entre Nós”.
“Depois dessa pandemia, cada um de nós se conscientizou à sua maneira de que precisava fazer algo antes de partir, porque nenhum de nós tínhamos a certeza de escapar dessa. Aí, essa vibe também me motivou para eu fazer algo enquanto sã em meio a toda aquela tristeza insana. Perdi minha mãe, super saudável, imagine, aos 100 anos. Blindada sempre, mas parecia naqueles piores momentos que esse vírus entrava até por debaixo da porta. E ele, e só ele conseguiu levar aquela fortaleza. E assim como minha mãe, perdi muita gente querida”, conta.
E finaliza: “Portanto, também por isso, resolvi ir além da imaginação pra levar um pouco de alento a tantos que não acreditavam em suas missões por aqui. Essa seria a minha maior ousadia. Levar esperança e certeza de que a gente só muda de plano. Estamos numa escola. Fazemos provas. Tiramos notas baixas ou altas e elas vão definir se a gente passa ou não de ano. E assim é, até recebermos o diploma, aí é voltar pra casa e continuar a evoluir”.