Retomando sua agenda de shows no Brasil com pé no chão e muito trabalho pela frente, Pontifexx acaba de voltar da Europa após apresentação no Tomorrowland, na Bélgica – o maior festival de música eletrônica do planeta -, e no Ushuaïa Ibiza, na Espanha, o quarto melhor club do mundo, segundo a revista britânica DJ Mag.
Entregando seu máximo em cada show, os números do DJ e produtor explicam o motivo de seu sucesso quebrar a barreira nacional e invadir as pistas pelo mundo afora. Somando mais de 90 milhões de plays em suas músicas nas plataformas digitais, ele conquistou a gravadora holandesa STMPD RCRDS, tornando-se artista oficial do selo comandado por Martin Garrix, eleito por três vezes o melhor DJ do mundo no Top 100 DJs da DJ Mag.

Vindo de uma recente turnê européia, o paulista comenta as diferenças do público de cada local
Pontifexx entrou para a música aos 14 anos, quando aprendeu a tocar violão e piano – o qual leva como base para suas composições até hoje. Aos 24, ele vem alcançando grandes feitos, entre os já citados acima, tendo tocado também no Ultra Music Festival em Miami, Estados Unidos. Mas seu destaque começou lá em 2019, quando foi o artista mais novo do line-up do Lollapalooza Brasil.
Vindo de uma recente turnê européia, o paulista comenta as diferenças do público de cada local: “Uma pista em qualquer lugar do mundo precisa ser lida por um DJ. Os lugares que toquei foram lugares bem turísticos, com gente do mundo todo. Aprendi que essas pessoas costumam estar mais abertas musicalmente e esperam bastante do show. Muitas vezes estão vidradas no palco durante um bom tempo.”
O que ele não contava era uma sensação inusitada no seu retorno ao país: “Engraçado que ao voltar da Europa me atrapalhei um pouco na hora de preparar as apresentações por aqui, pois a cultura e o estilo musical do Brasil é bem peculiar e único.”

Aproveitando suas viagens para aumentar o repertório musical, Pontifexx explica que está aberto para novas descobertas, mas tem buscado levar a música brasileira para as pistas, fazendo novas versões para faixas já conhecidas na música popular do país, como “La Belle de Jour”, de Alceu Valença”, e “Xote das Meninas”, de Luiz Gonzaga. Ele afirma que a cultura musical brasileira é muito rica e esse é o foco que tem trabalhado recentemente.
E falando sobre inspiração para a produção musical, ele explica: “Cada música é uma história completamente diferente. Eu não sou muito apegado a estilos dentro da própria música eletrônica, obviamente circulo entre um espectro de estilos, mas muitas vezes produzir vem do desafio de criar algo novo em cima de algo que me chamou atenção no estúdio… seja um vocal, seja uma melodia que tirei no piano ou cantarolei no meu celular.”

Prometendo desenvolver ainda mais seu show ao vivo, o DJ e produtor explica que o feedback do público na pista de dança é essencial para a carreira: “A pandemia mostrou pra mim que produzir música sem tocá-la e ver as reações das pessoas é muito difícil. Portanto, estar de volta à ativa é um combustível a todo momento para terminar aquela música inacabada ou até começar alguma ideia nova”, completa.