A medicina brasileira foi destaque em uma Revista Científica especializada em Alzheimer com uma publicação do Dr. Gustavo Alves Andrade dos Santos em associação com Paulo Celso Pardi, Valéria Paula Sassoli Fazan e Francisco de Assis Carvalho do Vale.

O estudo entitulado “Evaluation of Salivary levels of beta amyloid in patients with Alzheimer’s disease” (Avaliação dos níveis salivares de beta-amilóide em pacientes com doença de Alzheimer, em tradução livre), foi publicado na edição de junho da Alzheimer & Dementia, a mais importante Revista Científica especializada em Alzheimer.
“Trata-se de um estudo que conduzo há alguns anos buscando a possibilidade de se diagnosticar a doença de Alzheimer pela saliva. O estudo é parte de meu pós-doutorado na faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto-SP. O diagnóstico de Alzheimer atualmente conta com avaliações de exames de laboratório, imagem e comportamento, ainda assim não existe um diagnóstico feito de forma simples, barata e fácil coleta como a saliva. Nosso estudo busca também, de forma inédita, fazer o diagnóstico preditivo, ou seja, anos antes dos primeiros sintomas, pois sabemos que as proteínas que causam a doença se formam muito tempo antes. É um estudo que mostrou a viabilidade da saliva, nosso próximo passo é desenvolver um teste/kit específico”, conta Dr. Gustavo Alves.

Ao ver ser trabalhos dos últimos anos ganhando reconhecimento, o farmacêutico bioquímico se diz motivado a seguir com os estudos. “Sem dúvida alguma, motivado. Não é fácil fazer pesquisa no Brasil, principalmente em um tema tão desafiador quanto Alzheimer. Por ser cientista, minha formação sou farmacêutico bioquímico, mas faço parte e integro grupos de trabalho com pesquisadores de outras partes do mundo. Agora em julho, vou apresentar este projeto em Amsterdã, Holanda, na Conferência Internacional de Alzheimer.
Dr. Gustavo acrescenta que publicações como a sua de seus colegas tendem a contribuir com o avanço do tratamento e, quem sabe, da cura do Alzheimer. “Ajudam a elucidar como a doença começa e como ela evolui. Existem muitos pesquisadores trabalhando em todo o mundo, buscando de forma incansável, mais informações sobre a Doença de Alzheimer”, explica.
E este caminho na direção de combater a doença, segundo o autor do estudo, tem sido percorrido com mais intensidade nos últimos anos. “Do começo do anos 2000 para cá houve muitos avanços, seja na questão do diagnóstico como também em moléculas (medicamentos). Creio que uma coisa está ligada a outra. Se descobrirmos os fenômenos fisiopatológicos que causam a doença e como se dá a sua evolução, o tratamento fica mais próximo. Existem alguns medicamentos em estudo, dentre eles até uma vacina contra a doença”, pontua Dr. Gustavo.