Quando se fala em emagrecimento, saúde e bem-estar, a palavra metabolismo surge quase sempre. Mas não existe um “metabolismo padrão”: cada corpo funciona de forma única. “Imagine que nosso corpo é uma máquina, e os hormônios programam o gasto ou estoque energético”, explica o Dr. Fernando Zampieri, referência em emagrecimento.

Ele detalha que, quando a insulina está alta ou há resistência insulínica associada a hipotireoidismo, o organismo recebe sinais claros para armazenar energia como gordura, mesmo com ingestão calórica controlada. Ao mesmo tempo, uma tireoide desacelerada reduz o gasto energético em repouso. O resultado dessa combinação é o chamado “modo reserva”: o corpo queima menos calorias e acumula mais gordura. “Quando normalizamos a insulina e tratamos a tireoide, o corpo volta a gastar energia, aumentando a taxa metabólica e facilitando o emagrecimento”, afirma Dr. Zampieri.
Além disso, hormônios sexuais também influenciam o metabolismo. Mulheres na perimenopausa passam a produzir menos testosterona, o que desacelera o metabolismo de forma semelhante ao hipotireoidismo, favorecendo o acúmulo de gordura e a perda de massa magra. Mulheres na menopausa apresentam queda de testosterona ainda mais significativa, diminuindo o gasto energético e promovendo o acúmulo de gordura visceral. Homens com baixa testosterona, quadro conhecido como síndrome MOSH, também apresentam menor gasto energético, aumento da gordura visceral e perda de massa muscular.

“Equilibrar esses hormônios permite que o corpo saia do modo ‘guardar energia’ e volte a gastar, tornando o emagrecimento mais natural e consistente”, explica o especialista.
Dr. Zampieri reforça: entender os sinais do próprio corpo e os hormônios envolvidos é fundamental para conquistar resultados reais, sem depender de fórmulas milagrosas. “Seu corpo estava programado para guardar energia. Ao tratar insulina, tireoide e hormônios sexuais, reprogramamos a máquina para gastar energia, permitindo emagrecer de forma eficiente”, finaliza.