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Analice Nicolau
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Donny Correia publica análise inédita sobre Walter Hugo Khouri

Publicação destaca clássicos como “As Amorosas” e “Amor, Estranho Amor” e reacende debate sobre sua estética única

Analice Nicolau

08/07/2025 10h00

Atualizada 07/07/2025 18h49

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A editora Cosac acaba de lançar O Cinema de Walter Hugo Khouri, obra assinada por Donny Correia que oferece o primeiro estudo crítico abrangente sobre o cineasta paulista. Com base em seis anos de pesquisa no Acervo Walter Hugo Khouri, o livro analisa a filmografia completa do diretor e busca reposicionar sua importância na história do cinema brasileiro.

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Obra analisa 46 anos de trajetória autoral do diretor que desafiou o Cinema Novo

Com 352 páginas e 141 imagens, a publicação reúne fichas técnicas, sinopses, pôsteres e dezenas de fotogramas de filmes que marcaram a carreira de Khouri, como Noite Vazia (1964), As Amorosas (1968) e o controverso Amor, Estranho Amor (1982). A narrativa começa com a memória afetiva do autor, que conheceu a obra do cineasta nas madrugadas televisivas, e se expande para uma investigação profunda sobre a estética e os temas recorrentes em sua produção.

Khouri, que estreou com O Gigante de Pedra (1953) e se despediu com Paixão Perdida (1999), jamais se alinhou a movimentos como o Cinema Novo, embora tenha sido respeitado por nomes como Glauber Rocha e Júlio Bressane. Seu cinema, considerado por muitos como introspectivo e erótico, é interpretado por Correia como uma arte sensível, sofisticada e metafísica.

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Cineasta Walter Hugo Khouri é tema de livro com acesso exclusivo a seu acervo

A chamada “Trilogia Cinza”, dos anos 1960, com destaque para Noite Vazia, recebe atenção especial na obra. Ao lado disso, filmes menos conhecidos também são revisitados, apontando um diretor muitas vezes à frente de seu tempo e injustamente taxado de alienado por parte da crítica da época.

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Paulo José e Jacqueline Myrna em As amorosas (1968)

O prefácio é assinado por Inácio Araújo, que destaca o rigor e a personalidade autoral de Khouri. Já o texto “Metamorfoses do Nada”, de Júlio Bressane, lido em homenagem ao cineasta no Festival de Gramado de 1991, é reproduzido na íntegra e traça um retrato poético de sua arte.

Donny Correia, que também é poeta, cineasta e professor, reforça que o livro não se propõe como biografia, mas como uma leitura contextual e crítica da obra de Khouri. A edição está disponível em pré-venda no site da Cosac, com o objetivo de reabrir o debate sobre um dos nomes mais autorais da história do cinema nacional.

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Donny Correia



Acompanhe o trabalho do Donny no canal Uma Teia de Ideias, no YouTube

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por Ariston Sal Junior

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