A atriz Ludmila Dayer, 37 anos, revelou na última semana que foi diagnosticada com esclerose múltipla (doença que compromete pessoas entre 20 e 50 anos de idade, no auge de sua idade produtiva, provocando lesões no sistema nervoso central (cérebro, nervos ópticos e medula espinal), com sintomas que podem ser transitórios ou definitivos).
Por conta do diagnóstico, a atriz quer remover a prótese de silicone dos seios, porque pode ser uma das causas da inflamação no seu organismo. Ela, inclusive, foi perguntada por uma fã sobre o assunto durante uma live no Instagram e revelou: “Eu quero muito tirar, mas ainda estou com muito medo da cirurgia”.

Para o Dr. Leonardo Rodrigues, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a cirurgia de explante é um procedimento simples, assim como sua recuperação. “Hoje, as próteses estão muito mais resistentes e geram menos contratura capsular, com menos chances de vazamento. Com esse cenário, o procedimento se torna bem simples. Basta fazer a retirada e, caso a paciente fique com alguma flacidez indesejada, fazer um enxerto com gordura de outra parte do corpo ou uma cicatriz em T ou L invertidos”, explica o médico.

Famosas como Victoria Beckham, Monica Benini, Carolina Dieckman e Fiorella Matheis aderiram ao movimento de retirada das próteses. Não à toa, a hashtag explante de silicone bateu recentemente 88 milhões de visualizações na rede social Tik Tok. Apesar da ausência de dados recentes sobre a cirurgia, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, os números do procedimento seguem em crescimento nos últimos anos. Em 2018, 14,6 mil mulheres fizeram a retirada de implantes. Número que subiu para 19,4 mil, em 2019, e para 25 mil, em 2020.
Os motivos e as queixas para o explante, contudo, são diversos. Desde a falta de adaptação por parte da paciente, a aceitação do próprio corpo até problemas de saúde causados por rejeição.

A busca por uma forma diferente de olhar para si mesma e relacionar-se com o próprio corpo está entre as mais citadas no consultório do Dr. Leonardo Rodrigues, assim como as queixas por dores de rejeição. “Algumas mulheres, após os implantes, podem sentir dores musculares e articulares, alergias, fadiga e depressão, que são alguns dos sintomas que geralmente relacionamos à doença do silicone. Contudo, como não existe um exame que bata o martelo sobre o diagnóstico, a alternativa é fazer a retirada dos implantes, mas não necessariamente essa é uma garantia de que os sintomas irão desaparecer”, revela o membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.