Próximo da data em que se comemora o Dia Mundial de Combate ao Diabetes, em 14 de novembro, a estimativa é que o país contabilize cerca de 23,2 milhões de pacientes até 2045.
Os dados que integram a 10ª edição do Atlas do Diabetes, publicada pela Federação Internacional de Diabetes, mostram ainda que o Brasil gasta anualmente U?42,9 bilhões de dólares, ficando atrás apenas da China, com U?165 bilhões e dos Estados Unidos, com U?379 bilhões gastos em tratamentos.

Por ser uma doença que não apresenta sintomas em sua fase inicial, o diabetes é difícil de ser diagnosticado. A nova edição do Atlas estima que só no Brasil cerca de 5 milhões de pessoas não saibam que estão com diabetes.
A médica endocrinologista Paola Wyatt, que atua no Eco Medical Center em Curitiba, explica que o maior crescimento do diabetes está no tipo 2, normalmente atrelado ao sobrepeso.
“O diabetes tipo 2 é crescente entre jovens e adultos. Isso porque o sedentarismo, aliado ao fácil acesso a produtos alimentares processados e ultraprocessados têm proporcionado superávit calórico a nível populacional”, comenta Paola.
“Além disso, o avanço da tecnologia, com as mais diversas soluções online, minimizou ainda mais a necessidade de deslocamentos e do gasto energético gerado por atividades físicas não programadas como, por exemplo, caminhar até o supermercado para fazer compras”, demonstra Paolla.
Novos medicamentos
Na tentativa de frear o crescimento da doença, novos tratamentos clínicos e cirúrgicos estão sendo utilizados por especialistas para o Diabetes tipo2.

Recentemente chegou ao mercado uma nova categoria de medicamento, a semaglutida, em pílulas, que imita o hormônio natural GLP-1.
Com o lançamento sob o nome de Rybelsus, a semaglutida passa a ter uma segunda versão, de mais fácil uso, mas propriedades semelhantes ao medicamento aplicado por injeções. Seus desenvolvedores acreditam que, ao retirar a necessidade do uso de agulhas, a adesão ao tratamento aumentará.
Cirurgia para o diabetes tipo 2
No entanto, para pacientes que não conseguem controlar o diabetes tipo 2 com medicamentos, a cirurgia metabólica pode ser indicada.
Diferente da cirurgia bariátrica, que tem como foco principal a perda de peso, a Cirurgia Metabólica é indicada para o tratamento de pacientes que não possuem obesidade mórbida, com diabetes mellitus Tipo 2 (DM2), Índice de Massa Corporal abaixo de 35 Kg/m2 e que, comprovadamente, já passaram durante dois anos pelo tratamento clínico da doença sem resultados.

Indicação
Entre os critérios de indicação para a cirurgia metabólica estão IMC entre 30 kg/m² e 34,9 kg/m², idade entre 30 e 70 anos, ter diabetes miellitus tipo 2 há menos de 10 anos, indicação cirúrgica feita por endocrinologista e parecer mostrando que o paciente apresentou resistência ao tratamento clínico com antidiabéticos orais e/ou injetáveis, mudanças no estilo de vida e que compareceu ao endocrinologista por no mínimo dois anos.