Débora Paiva é uma estrategista da inclusão que tem uma abordagem bem-humorada mas muito crítica sobre o espaço das pessoas de grupos sub-representados na sociedade e nas empresas. Mestre em responsabilidade social corporativa pela Universidade de Cranfield na Inglaterra, defendeu uma dissertação sobre como a reputação das marcas se beneficia de uma cadeia produtiva ética e inclusiva com o comércio justo (fair trade).

Construiu uma carreira em empresas globais trabalhando em diversos países fazendo a gestão de marcas e liderando equipes na América Latina para empresas como Roche, Philips e Elsevier.
Atua há 15 anos como consultora implementando estratégias que integram a diversidade, inclusão e liderança feminina através de treinamentos em clientes como Unilever, Gerdau, Vale, Ifood, Santander e Nivea.
Foi selecionada para a iniciativa Conselheira 101, programa de capacitação voltado à formação e preparação de mulheres negras para atuarem em Conselhos de Administração, já que apenas 4% dos membros de conselhos no Brasil são pessoas negras.

A executiva transita em várias áreas, desde o marketing de causas até os negócios de impacto social, e discute de maneira provocadora a evolução do S do ESG. Seu propósito é trazer para dentro das empresas o Brasil que está fora.
No começo da pandemia um headhunter identificou que, com sua carreira internacional de 15 anos, bagagem acadêmica em escolas de primeira linha e o domínio de três idiomas, ela tinha aderência perfeita para uma posição de diretoria e foi convidada para o processo seletivo. Foi preterida por ser “qualificada demais” e entendeu que competência, no Brasil, tem cor. Transformou esta experiência em uma iniciativa, o Ubuntu Club, um programa alavanca a carreira de profissionais negros a partir das barreiras que eles encontram para assumir posições de liderança.
Profissional inquieta e multifacetada, criou também o pocket show ‘Sopapo Black no racismo cotidiano’ que convida pessoas aliadas ao debate, de forma leve, mas contundente, dos temas ligados à equidade racial e de gênero. Outra iniciativa sua foi premiada pelo UK Tech Hub o ‘Inglês na Raça’, projeto digital que oferece de forma gratuita o aprendizado do idioma na perspectiva afrocentrada e como ferramenta de inclusão produtiva.
Atuando como mentora em programas como Generation Brasil, Aceleradora de Carreiras do Comitê de Igualdade Racial e palestrante, ela trabalha para que a equidade de gênero e racial sejam uma realidade nas empresas.