Menu
Analice Nicolau
Analice Nicolau

Conheça a Feel, startup brasileira em que 90% dos investidores são mulheres

Pioneira no país entre as femtechs que atuam no mercado de saúde íntima e sexual feminina, Feel cresce com recursos financeiros vindos, predominantemente, do público feminino

Analice Nicolau

30/11/2022 18h00

A Feel & Lilit, femtech pioneira no Brasil no segmento de saúde e bem-estar íntimo da mulher, será mais uma entre as empresas de inovação e tecnologia a receber aporte de capital do Sororitê, o maior grupo de investidoras-anjo do país, cujo objetivo é direcionar recursos financeiros a empresas fundadas por mulheres.

A Feel & Lilit é a femtech pioneira no Brasil no segmento de saúde e bem-estar íntimo da mulher

Em 2021, a Feel passou por sua primeira rodada de investimentos no valor de R? 550 mil com o índice histórico de 84% do financiamento proveniente de investidoras. Em operação desde o final de 2020, em dois anos de atividade a Feel já soma um crescimento anual superior a 70%, com um volume de produção 4 vezes maior desde Janeiro de 2021. Já a Lilit, também fundada em 2020, faturou cerca de 2 milhões de reais apenas com a venda do Bullet Lilit, um vibrador pequeno, discreto e compatível com outros produtos de prazer.

Unidas desde junho do ano passado, a Feel e Lilit tem juntas 90% do valor dos aportes captado entre investidoras, uma tendência entre as femtechs. Os exemplos da Feel e Lilit ilustram bem um dado do relatório do PitchBook de 2019, que mostra que investidoras são duas vezes mais propensas a aplicar recursos em startups fundadas também por alguém do gênero feminino. Quando essa startup é liderada por uma CEO, a propensão sobe ainda mais, chegando a até três vezes.

Marina Ratton (esq.) e Marília Pontes, da Feel Lilit (Crédito: Bruna Bento)

“Se não fosse pela identificação demonstrada por essas investidoras, que acreditaram no nosso negócio e em outros negócios liderados por empreendedoras, é bem provável que, hoje, as consumidoras não tivessem à disposição essa gama de produtos voltados para o sexual wellness”, diz Marina Ratton, fundadora e CEO da Feel. “Esse é um investimento muito estratégico, pois além de recursos financeiros, ele mostra que temos uma comunidade ativa que contribui não apenas com know-how, mas até com o desenvolvimento do produto e pesquisa. Isso não traz apenas economia, mas uma estratégia acertada e otimizada de recursos”, ressalta.

Por outro lado, o Sororitê mostra que é possível ter sucesso investindo em negócios criados por mulheres e voltados para o universo feminino, fortalecendo, assim, a equidade de gênero. Criado em abril de 2021, em menos de dois anos de atividade o grupo já alcançou o valor de mais de R? 4 milhões investidos em startups lideradas por mulheres.

As co-fundadoras do Sororitê Jaana Goeggel, Erica Fridman, Flávia Mello e Mariana Figueira .Créditos: Gabi Amorim

Atualmente, a rede conta com mais de 80 mulheres com experiências em diferentes áreas, que avaliam e investem nas startups em estágio inicial (pre-seed). Entre as empresas já beneficiadas, além da Feel estão a HerMoney, Mimo, PHP Biotech, Muda Meu Mundo, Herself, Se Candidate Mulher, Kultua e Beca.

“Queremos que o Sororitê seja o grupo de referência para fundadoras que buscam capital e expertise. O objetivo é potencializar as mulheres em todos os setores – sejam eles setores com mais fundadoras como femtechs até setores dominados por fundadores homens brancos como fintech e agrotech”, explica Flávia Mello, co-fundadora do grupo.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado