Com a pandemia, o que o público não deixou de receber foi grandes filmes e curtas brasileiros. O Prêmio Abraccine, da Associação Brasileira de Críticos de Cinema, selecionou os melhores de 2021 em uma premiação transmitida ao vivo pelo YouTube. O evento contou com a presença do presidente da entidade, Marcelo Miranda, além de Cecília Barroso e Adriano Garrett, que trabalharam na metodologia e organização da votação esse ano.
O que mais chamou atenção entre os longas e curtas foi a presença expressiva de filmes dirigidos por mulheres, com equilíbrio entre os títulos mais votados e trabalhos de grande estímulo estético, e a predominância dos serviços de streaming como espaços de difusão para lançamentos importantes da temporada.
Os grandes vencedores foram votados por associados(as) da Abraccine. O ganhado da categoria de longa-metragem estrangeiro ficou novamente para um filme dirigido por mulher, sendo campeão o “Ataque dos Cães”, de Jane Campion. Já o longa brasileiro foi “Cabeça de Nêgo”, produzido em Ceará pelo diretor Déo Cardoso.
Já na categoria de melhor curta-metragem brasileiro, o mais votado foi “Chão de Fábrica”, dirigido por Nina Kopko em São Paulo. Além dos premiados, a Abraccine divulga também o TOP 10 de melhores filmes em cada categorias, a partir da mesma votação e ordem alfabética.
LONGA-METRAGEM BRASILEIRO:
“Alvorada”, de Anna Muylaert e Lô Politi
“Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente”, de Cesar Cabral
“Cabeça de Nêgo”, de Déo Cardoso
“Deserto Particular”, de Aly Muritiba
“Madalena”, de Madiano Marcheti
“Marighella”, de Wagner Moura
“A Nuvem Rosa”, de Iuli Gerbase
“A Última Floresta”, de Luiz Bolognesi
“Valentina”, de Cássio Pereira dos Santos
“Vento Seco”, de Daniel Nolasco
LONGA-METRAGEM ESTRANGEIRO
“All Hands on Deck”/”À l’abordage” (França), de Guillaume Brac
“Annette” (França), de Leos Carax
“Ataque dos Cães” (EUA), de Jane Campion
“A Filha Perdida” (EUA), de Maggie Gyllenhaal
“First Cow – A Primeira Vaca da América” (EUA), de Kelly Reichardt
“Meu Pai” (EUA), de Florian Zeller
“Nomadland” (EUA), de Chloé Zhao
“Quo Vadis, Aida?” (Bósnia-Herzegovina), de Jasmila Zbanic
“Small Axe: Lovers Rock” (EUA), de Steve McQueen
“Undine” (Alemanha), de Christian Petzold
MELHOR CURTA-METRAGEM BRASILEIRO
“Chão de Fábrica”, de Nina Kopko
“A Fome de Lázaro”, de Diego Benevides
“A Máquina Infernal”, de Francis Vogner dos Reis
“Uma Paciência Selvagem me Trouxe até Aqui”, de Érica Sarmet
“Rua Ataleia”, de André Novais Oliveira
“Se Hace Camino al Andar”, de Paula Gaitán
“Sem título #7 – Rara”, de Carlos Adriano
“Sideral”, de Carlos Segundo
“Trópico de Capricórnio”, de Juliana Antunes
“Yaõkwa – Imagem e Memória”, de Rita Carelli e Vincent Carelli




