Um estudo publicado pelo Journal of the American Medical Association (JAMA) comprovou que a cirurgia bariátrica e seus resultados metabólicos reduziram em 90% o risco de pacientes com obesidade desenvolverem a doença hepática grave, a cirrose, o câncer de fígado (hepatocarcinoma) ou morte relacionada. Por conta disso, a cirurgia foi tema do II Simpósio de Cirurgia Bariátrica do Centro-Oeste, que aconteceu em Brasília-DF.

Pesquisas já apontaram que o excesso de peso, que leva ao quadro de gordura no fígado, é a principal causa de doença crônica do órgão. Saber que uma cirurgia pode reduzir as chances de doenças é algo positivo e que deve ser discutido para amenizar que pessoas sofram e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

“Nestes dois últimos anos vimos o aumento da obesidade e a paralisação dos tratamentos em todo o Brasil. Por isso, neste evento, priorizamos trazer aos participantes uma programação para debater todas as etapas, desde os critérios de indicação da cirurgia bariátrica e metabólica, passando pela escolha dos profissionais, do centro cirúrgico e protocolos de pós-operatório”, ressaltou o Diretor Médico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Dr. Luiz Fernando Córdova, que é um dos coordenadores do simpósio.

O II Simpósio de Cirurgia Bariátrica do Centro-Oeste reuniu cirurgiões, endocrinologistas, hepatologistas, infectologistas, entre outros profissionais que atuam no tratamento cirúrgico da obesidade. Eles discutiram os avanços da obesidade, os efeitos positivos da perda de peso para remissão de diferentes doenças e até a importância da retomada dos tratamentos após a pandemia.
“A atualização científica neste momento é fundamental para o atendimento ao paciente multidisciplinar do paciente que sofre com a obesidade”, concluiu o cirurgião do Mato Grosso e coordenador do Conselho de Especialidades Associadas da SBCBM, Juliano Canavarros.