Daniel Cavaretti e Clara Medeiros unem 80 empreendedores de quatro cantos do país para redesenhar negócios globais
A abertura da agenda de 2026 do CLAPI Club acontece em um momento em que a chamada nova economia deixa de significar apenas tecnologia e internet para ganhar um sentido mais amplo: usar a inovação para conectar territórios, integrar realidades distintas e fazer com que produtos, serviços e oportunidades cheguem a regiões que ainda não têm acesso ao que já existe em outros lugares. Pesquisas internacionais apontam que o grande crescimento econômico dos próximos anos não estará em “grandes novidades”, mas na capacidade de levar soluções consolidadas a novos mercados, unindo Norte e Sudeste, periferias e eixos empresariais, Cone Sul, América Andina e África em um mesmo corredor econômico.
Para os fundadores Daniel Cavaretti e Clara Medeiros, o CLAPI se posiciona justamente nesse ponto de encontro entre inovação, diversidade e integração territorial, transformando encontros em novas rotas de desenvolvimento. “A nova economia não é mais só sobre tecnologia e internet; é sobre usar a inovação para conectar pessoas e fazer o que já existe chegar a territórios que ainda não têm acesso.” salienta Daniel.

Nesta 5ª edição, realizada em São Paulo, o CLAPI reuniu cerca de 80 empreendedores vindos de diferentes regiões do Brasil, além de representantes de Angola e Moçambique, em uma jornada que combinou conteúdo estratégico, imersão territorial e construção de confiança entre players de ecossistemas distintos. “Os estudos mostram que o grande crescimento econômico não está em inventar algo totalmente novo, mas em levar soluções consolidadas para novos mercados, integrando regiões do país e do Cone Sul.” comentou Daniel. O encontro, sediado na escola de negócios PIB, reforçou um objetivo claro: fortalecer a conexão Brasil–África para ampliar mercados, diversificar rotas de exportação e criar oportunidades reais de negócios, com a AfroChamber como parceira central nessa arquitetura de cooperação Sul–Sul.

A curadoria de conteúdo seguiu a linha que já caracteriza o CLAPI: teoria ancorada na prática, com trajetórias reais de quem construiu negócios relevantes em contextos diversos. Subiram ao palco lideranças como Clara Medeiros, Raquel Kerber, Acilene Clini, Gilson Rodrigues, Leonardo Borges, João Vitor Almeida, Ronaldo Estima Jr., Theo Braga, Daniel Barbon e Cris Farias, psicóloga, compartilhando aprendizados sobre expansão de empresas, monetização no ambiente digital, branding, educação empreendedora, desenvolvimento territorial e inteligência emocional aplicada aos negócios. A presença de nomes de Angola e Moçambique, como Nelson Rodrigues a mente brilhante por trás da inovação e Mário Roberto Fernandes; sócio de uma das mais renomadas consultorias de Moçambique, acrescentou uma camada de visão internacional essencial para quem olha o continente africano não como retórica, mas como mercado em transformação.

A AfroChamber reforçou, mais uma vez, seu papel de ponte estruturada entre o Brasil e os 54 países africanos, agora em um contexto em que o CLAPI amplia sua atuação para o mercado africano com intencionalidade e lastro. No painel em que a entidade esteve representada, o foco recaiu na construção de um corredor de oportunidades capaz de aproximar empresas brasileiras de demandas reais em países como Angola e Moçambique, alinhado a uma agenda de exportações, investimentos e cooperação empresarial que a Câmara vem articulando há décadas.
Sob a liderança de seu presidente, Rui Mucaje, essa atuação ganha ainda mais densidade institucional, conectando empreendedores, câmaras e instituições em torno de uma visão de longo prazo para a integração econômica Brasil–África. Este movimento dialoga diretamente com outras iniciativas recentes que conectam o CLAPI, a AfroChamber e instituições como o Brasil África Institute em eventos de alto nível voltados à inovação e desenvolvimento.
Um dos momentos simbólicos desta edição foi o reconhecimento de Daniel Cavaretti como “Embaixador da África no Brasil”, em referência à sua atuação contínua na criação de corredores de negócios, educação empreendedora e inovação entre territórios brasileiros e africanos. A honraria não é um gesto isolado, mas consequência de uma trajetória que inclui participação em fóruns internacionais, coordenação de projetos voltados ao desenvolvimento econômico em territórios vulneráveis e a liderança, ao lado de Clara Medeiros, de um movimento que já nasceu com vocação latino-americana e africana.
A programação também explorou São Paulo como palco vivo dessa integração. Os participantes transitaram por espaços simbólicos como Hotel Unique, Hotel W e Complexo Matarazzo/Rosewood, além de experiências no restaurante Urus e na Flakes, que trouxeram discussões sobre marca, qualidade de produto, economia criativa e criação de comunidades em torno de negócios. Em Paraisópolis, em parceria com iniciativas como o G10 Favelas, o grupo entrou em contato com modelos de logística em territórios de favela e com empreendimentos locais que mostram, na prática, como inovação, impacto social e geração de renda podem caminhar juntos na mesma rua.

Se 2025 foi o ano em que o CLAPI consolidou sua narrativa de integração entre regiões brasileiras e abriu frentes estruturantes com a África, 2026 começa com a confirmação de que essa ponte não é mais um projeto, mas uma realidade em expansão. Ao articular AfroChamber, empreendedores de diferentes estados e lideranças africanas em um mesmo percurso, Daniel Cavaretti e Clara Medeiros inauguram a temporada de eventos do ano com um recado claro: “Quando a gente olha para diversidade, territórios e integração como parte da inovação, deixamos de falar só de impacto social e passamos a falar também de geração de empregos, novos negócios e incremento real de receita para o país”, enfatiza Cavaretti.
O futuro dos negócios brasileiros passa, cada vez mais, pela capacidade de conectar territórios, repartir protagonismo e transformar encontros em desenvolvimento concreto, de São Paulo a Luanda, de Paraisópolis a Maputo.