As cirurgias tradicionais são as mais realizadas nos centros cirúrgicos de hospitais públicos e particulares de todo o Brasil, independentemente de sua indicação. Segundo a ABIIS, Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde, somente pelo SUS, o Brasil registrou 2.729.092 cirurgias entre janeiro a setembro de 2021, em seu dado mais recente. Os números referentes ao ano de 2022 ainda não estão disponíveis, mas o que sabemos é que, somados as cirurgias realizadas na rede particular, o total vai aumentar consideravelmente.

Crédito: Willian Westphal
Parte desse total se refere às cirurgias minimamente invasivas, que são aquelas realizadas com o mínimo de dano à porta de entrada no corpo do paciente, que pode ser a pele, cavidade ou abertura. Em outras palavras, a cirurgia minimamente invasiva preza por menores cortes, menores cicatrizes e melhor resultado estético.

Crédito: Arquivo pessoal
Antigamente havia uma máxima comumente utilizada entre cirurgiões: “grandes cirurgiões, grandes incisões”, em se tratando de incisões, a expressão perdeu sentido e deu lugar a afirmações que dizem exatamente o contrário. Com a evolução da medicina e das tecnologias, as cirurgias minimamente invasivas foram ganhando cada vez mais espaços e investimentos, e se tornaram alternativas inteligentes, capazes de agregar inúmeras vantagens em face às cirurgias tradicionais.

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Se antigamente os grandes cirurgiões tinham por prática realizar grandes cortes, mutilar seus pacientes e deixar marcas na pele e no emocional, hoje os cirurgiões são reconhecidos por realizar procedimentos inovadores e deixar cicatrizes quase imperceptíveis. A redução da lesão na via de acesso é o benefício visível da cirurgia minimamente invasiva, mas as vantagens transcendem as cicatrizes.

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Se os acessos são menores, o senso comum logo imagina que o tempo cirúrgico será maior, uma vez que a movimentação terá que ser mais delicada e reduzida. Quando as cirurgias minimamente invasivas começaram a ser realizadas na década de 1990, de fato, os procedimentos eram mais lentos, mas a tecnologia deu o grande salto e apresentou grandes aliados: instrumentos que tornaram o trabalho mais preciso e ágil, igualando o tempo ao gasto na cirurgia aberta convencional. Hoje, o cirurgião pode operar com uma pequena pinça ou com a ajuda da robótica.

Crédito: Arquivo pessoal
Após a realização da cirurgia minimamente invasiva, o paciente começa a perceber os ganhos, uma vez que há uma redução significativa da dor pós- operatória, do sangramento e da resposta inflamatória, fatores que refletem em um menor sofrimento e desconforto ao paciente e automaticamente, um menor gasto com analgésicos e outros medicamentos. Com isso, aumenta a confiança do paciente em sua recuperação e eleva a sua autoestima devido à sua melhora no quadro clínico.
Outro benefício que deve ser considerado é o tempo de internação, pacientes que se submetem à cirurgia minimamente invasiva ficam menos tempo internados. Para se ter uma ideia, vamos considerar um determinado procedimento feito por cirurgia convencional e cirurgia minimamente invasiva: na cirurgia convencional, o paciente precisaria ficar de sete a 10 dias internado, já na técnica minimamente invasiva, o tempo de internação reduz para um a dois dias.
A redução no tempo de internação representa benefícios como a recuperação mais rápida do paciente, expressa em sua alta precoce, e uma grande economia, considerando que a família deixará de investir em cerca de oito diárias de internação, e em outras despesas que decorrem da internação, como os gastos com acompanhantes e visitas, por exemplo.
Outro grande benefício que é amplamente discutido durante as consultas é sobre o tempo que o paciente levará para retomar as atividades físicas. Considerando uma determinada cirurgia aberta em que o paciente precisará ficar de repouso entre 45 e 60 dias, a cirurgia minimamente invasiva se revela a melhor alternativa. O tempo de repouso cai em 75% e o paciente poderá retomar a sua rotina de atividades físicas após 15 dias apenas.
O médico cirurgião Gustavo Becker é pioneiro em vários procedimentos na região Sul do Brasil em cirurgia avançada minimamente invasiva e atua em um dos principais centros cirúrgicos do país especializados na técnica. Dr. Gustavo é um entusiasta do procedimento devido a série de benefícios que apresenta aos pacientes. “O foco da cirurgia minimamente invasiva é reduzir o dano ao tecido. Entretanto, acarreta diversos benefícios, como melhora do resultado global, redução das complicações, do sangramento, das internações, feridas, infecções, tempo de internação e de repouso”, explica o cirurgião.
As cirurgias minimamente invasivas podem ser realizadas em áreas distintas do corpo através de procedimentos diferentes. Gustavo é cirurgião colorretal e transanal e opera por laparoscopia e cirurgia robótica. Nos casos de cirurgias para o tratamento de câncer colorretal, o médico afirma que “há grande qualidade no ato cirúrgico na retirada do tumor dos tecidos, com uma precisão incrível, o que diminui a dor do paciente e permite que ele possa voltar a se alimentar mais precocemente. Há também uma melhor experiência do paciente na redução das náuseas, o que é muito significativo para quem está em tratamento contra o câncer”.
Mesmo fora do eixo Rio-São Paulo, a equipe médica que atua com o dr. Gustavo no Sul do país se tornou referência em cirurgia minimamente invasivas para pacientes de todas as regiões do Brasil que buscam por uma cirurgia impecável. “Somos seis cirurgiões: três colorretais coloproctologistas, duas ginecologistas e um urologista. Normalmente o paciente chega até nós com o diagnóstico das doenças que temos grande expertise, porque já operamos há 11 anos e acumulamos a experiência de grandes centros internacionais, e isso é importante para os pacientes, porque eles buscam a segurança das mãos de bons profissionais e em um ambiente totalmente preparado”, explica.
Em geral, esses pacientes se dirigem até o Sul do Brasil por um destes diagnósticos: câncer no intestino, endometriose, doença diverticular, reconstrução no trânsito intestinal e doenças do assoalho pélvico, elencados em ordem de maior realização de cirurgias minimamente invasivas. Segundo Gustavo Becker, que atua como coordenador do Serviço de Proctologia, presidente do Comitê de Cirurgia Robótica do Hospital Unimed Litoral, professor da Universidade do Vale do Itajaí e vice-presidente da Sociedade Catarinense de Proctologia, “a procura ocorre pelos resultado e o resultado depende do cuidado e da grande atenção aos detalhes”.
Antes da cirurgia minimamente invasiva, assim como é necessário um preparo para se submeter às cirurgias tradicionais, o paciente precisa fazer uma suplementação para que o sistema imunológico colabore para uma melhor cicatrização e combata as infecções. “Adotados protocolos nacionais e internacionais de cuidados com os pacientes para melhorar e otimizar os resultados. Com isso, é possível reduzir o jejum pré-operatório, utilizar menos drenos e invadir o mínimo possível”, afirma Gustavo Becker.
Com tantos benefícios, a cirurgia minimamente invasiva se consolida como a melhor alternativa também para os idosos, sobretudo para aqueles a partir de 60 anos que precisam se submeter a cirurgias. Além disso, pacientes na faixa dos 70, 80 e 90 anos já são comuns nos centros cirúrgicos para procedimentos minimamente invasivos.
Renata Scheuer Ribeiro, tem 82 anos é dona de uma saúde invejável. Certo dia, quando foi levar o marido ao hospital, sentiu uma forte dor e aproveitou que estava ali para ver o que era. Descobriu uma diverticulite rompida. Teve que fazer uma cirurgia de emergência e foi obrigada a usar a temida Bolsa de colostomia por oito meses. Cansada daquela rotina, procurou um especialista, chegou ao dr. Gustavo Becker e decidiu fazer a cirurgia de reconstrução do trânsito intestinal.
Renata sabia que o caso era grave, mas não teve dúvidas quanto a fazer uma segunda cirurgia, desta vez, optou pelo procedimento minimamente invasivo. A cirurgia foi complexa, estava estimada em três horas de duração, acabou levando seis horas. No dia três de março, a cirurgia completou 20 dias, e Renata já estava se sentindo muito bem recuperada. “O que mais me deixa emocionada é que, quando eu voltei da anestesia eu notei que aquela bolsa de colostomia que usei por oito meses não estava mais lá. Eu passei a mão na minha barriga e pensei: cadê a bolsa? A bolsa não estava mais lá. Eu chorei, eu agradeci a Deus, agradeci ao médico. Eu estava tão bem! Não tive febre, não tive dor, estou voltando a ser feliz de novo”, conta a paciente.
As cirurgias minimamente invasivas vieram para revolucionar a medicina e oferecer tudo que tem de melhor ao paciente, tanto em termos de cirurgia, como de recuperação, estética, emocional. A taxa de sucesso é altíssima porque as complicações foram reduzidas com a implementação de cuidados extras e trabalho conjunto de multiespecialidades com equipe médica, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros, e os principais protocolos internacionais.
“Não trato doenças, trato pessoas. É o que faz valer a pena todo esforço para reduzir as complicações e para que as agressões aos pacientes sejam as menores possíveis”, finaliza Gustavo Becker.