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Cenário favorável: Ricardo Nunes Eletro vê juros, dólar e eleições como aliados

Colunista Analice Nicolau

18/02/2026 15h06

Cenário favorável: Ricardo Nunes Eletro vê juros, dólar e eleições como aliados Selic em queda gradual, dólar em patamar mais baixo e ano eleitoral à vista formam uma combinação rara para o varejo brasileiro em 2026. Se bem lidos, esses vetores podem virar combustível para retomada de vendas, recomposição de margem e reposicionamento competitivo. Se forem ignorados, o setor corre o risco de assistir à recuperação de fora. “É nesse contexto que a leitura de Ricardo Nunes Eletro ganha peso estratégico para quem vive o dia a dia da loja. Fundador da Ricardo Eletro, responsável por uma rede de mais de 1.100 lojas e 45 mil colaboradores, hoje ele preside o Grupo R1, ecossistema de educação empresarial que acompanha de perto mais de 600 empresários no Brasil.”

Ricardo Nunes Eletro Crédito| Acervo Grupo R1 / Divulgação

Selic em queda gradual, dólar em patamar mais baixo e ano eleitoral à vista formam uma combinação rara para o varejo brasileiro em 2026. Se bem lidos, esses vetores podem virar combustível para retomada de vendas, recomposição de margem e reposicionamento competitivo. Se forem ignorados, o setor corre o risco de assistir à recuperação de fora. “É nesse contexto que a leitura de Ricardo Nunes Eletro ganha peso estratégico para quem vive o dia a dia da loja. Fundador da Ricardo Eletro, responsável por uma rede de mais de 1.100 lojas e 45 mil colaboradores, hoje ele preside o Grupo R1, ecossistema de educação empresarial que acompanha de perto mais de 600 empresários no Brasil.”

Na última reunião, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano, mas sinalizou, no comunicado, a possibilidade de iniciar um ciclo de cortes a partir de março. O mercado já projeta que a taxa encerre 2026 na casa de 12% a 12,5%, abrindo uma avenida de oportunidades para setores sensíveis ao crédito, como eletrodomésticos, eletrônicos e bens duráveis. Para o varejo, isso significa dois movimentos simultâneos: famílias com maior poder de compra, via crédito menos caro, e empresas com alívio no custo financeiro para girar estoques e financiar promoções. Como resume Ricardo Nunes: “Na prática, isso significa desde geladeiras voltando a caber no orçamento em 10 ou 12 vezes, até pequenas redes conseguindo financiar estoques sem sufocar o caixa.”

Em paralelo, o câmbio também traz sinais positivos. Em fevereiro de 2026, o dólar comercial tem oscilado na faixa de R$ 5,16 a R$ 5,23, após um período prolongado em níveis mais elevados. Para quem importa produtos, componentes ou insumos, cada centavo de alívio no câmbio pode representar margem recuperada ou desconto estratégico nas gôndolas. Um real mais forte ajuda a segurar a inflação de itens dolarizados e permite planejar campanhas com maior previsibilidade de custo. “O varejista que entende o câmbio como aliado tático consegue comprar melhor, precificar com inteligência e evitar que o cliente sinta todo o impacto da volatilidade no preço final”, aponta Nunes.

O calendário eleitoral é o terceiro elemento desse tabuleiro. Em 4 de outubro de 2026, o país vai às urnas escolher presidente, governadores e parlamentares, com eventual segundo turno em 25 de outubro. Historicamente, anos eleitorais misturam estímulos e incertezas: de um lado, aumento da circulação de renda, expectativas e programas que aquecem o consumo; de outro, cautela em investimentos de longo prazo e maior sensibilidade a notícias e pesquisas. Para o varejo, o ponto de atenção está em não tratar 2026 como um ano “imprevisível” demais, mas como um ano de janelas bem definidas. É possível planejar campanhas fortes no pré-eleitoral, cuidar do caixa no auge da tensão política e aproveitar o pós-eleição para reposicionar marcas e estoques.

Na visão de quem atravessou diferentes crises e ciclos de expansão, a síntese é clara: o momento é promissor, mas exige método. Isso passa por acelerar campanhas de crédito e parcelamento responsável, ajustar o mix de produtos à sensibilidade de preço do consumidor, proteger margens em momentos favoráveis de câmbio e monitorar de perto inadimplência e custo de capital. Mais do que apostar apenas em datas tradicionais, o varejo pode transformar 2026 em um calendário vivo de oportunidades, conectado ao ritmo da economia e do noticiário. “O varejo não cresce por acaso, ele cresce quando juros, câmbio e confiança começam a trabalhar a favor. Em 2026, quem entender esse ciclo antes vai vender mais, errar menos e sair maior do que entrou”, afirma Ricardo Nunes Eletro, à frente do Grupo R1 e em contato direto com centenas de empresários que ajustam suas estratégias em tempo real.

O recado final para quem lidera lojas físicas, e-commerces ou redes regionais é simples e desafiador: não basta torcer para o cenário melhorar, é preciso traduzir o macro em ações concretas de preço, crédito, estoque e relacionamento com o cliente. Em um ano em que a economia tende a ficar mais amigável ao consumo, o diferencial não estará apenas em “ter produto na prateleira”, mas em ter leitura de contexto e coragem para ajustar a rota rapidamente. A oportunidade está posta; transformar um ambiente favorável em resultado real é, como sempre, um jogo de execução.

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