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Analice Nicolau
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Caso Justus: advogado Angelo Carbone comenta repercussão jurídica aos ataques à filha do apresentador

Após publicação de foto da filha com bolsa de grife, Roberto Justus e Ana Paula Siebert são alvo de ameaças. Especialista aponta crimes e medidas cabíveis

Analice Nicolau

08/07/2025 16h15

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Advogado Angelo Carbone comenta caso que viralizou nas redes sociais na última semana. (Foto: Divulgação)

A publicação de uma foto da filha de Roberto Justus e Ana Paula Siebert usando uma bolsa de grife provocou uma série de ataques à criança nas redes sociais. O que começou como crítica ao consumo virou alvo de investigação após surgirem ameaças de morte à herdeira do apresentador.

Os comentários partiram de perfis anônimos e de profissionais, como professores e psicólogos.

De acordo com o advogado criminalista Angelo Carbone, a situação envolve diversos crimes previstos no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), como ameaça, injúria, difamação, incitação ao crime, apologia ao crime, perseguição digital (stalking) e violação da dignidade da criança.

Alguns desses delitos, como ameaça e perseguição, dependem de representação formal dos pais para que haja ação penal. Já incitação e apologia ao crime são de ação pública incondicionada, ou seja, o Ministério Público pode agir independentemente da manifestação da família.

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Bolsa que filha do casal usou é avaliada em 14 mil reais. (Foto: Internet)

Além das consequências penais, o especialista aponta que a família pode acionar a Justiça na esfera cível, com pedido de indenização por danos morais e stalking, no valor de R$ 1,2 milhão, além do bloqueio dos bens dos autores dos ataques para garantir eventual ressarcimento.

A atuação de uma psicóloga entre os autores dos comentários também pode ter desdobramentos éticos. Segundo o advogado, ela pode responder por injúria agravada, por se tratar de uma vítima menor de idade, e ser representada no Conselho Regional de Psicologia, com pedido de suspensão temporária do exercício da profissão.

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Para Carbone, os ataques não se limitam à esfera individual, mas fazem parte de um discurso mais amplo que incita o ódio contra pessoas públicas ou com poder aquisitivo, incentivando atitudes violentas e colocando a integridade de terceiros em risco.

“A internet não é terra sem lei. Quando há ameaça contra uma criança, a resposta precisa ser firme. A lei protege, e o Estado deve agir”, conclui.

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