A jornalista Carla Vilhena usou seu perfil no Instagram para compartilhar um episódio que escancara o abismo digital que muitos brasileiros enfrentam ao acessar serviços públicos.
Para ela, o maior problema não é só o aplicativo que falha, mas a ausência completa de um plano B. “Não é possível que um cidadão não consiga ser atendido presencialmente quando a tecnologia falha. Estamos vivendo um retrocesso mascarado de modernização”, afirmou, destacando a urgência de políticas públicas que incluam, e não excluam, quem mais precisa.

Ao tentar abrir um processo na Caixa Econômica Federal, Carla relatou que, mesmo com documentos em mãos e atendimento presencial, foi orientada a fazer o procedimento exclusivamente por aplicativo. O problema? O aplicativo travou, a senha falhou e, mesmo diante do atendente, ela ficou sem solução.
“Se eu, com um bom celular e internet, não consegui, imagine um idoso ou alguém sem familiaridade com tecnologia”, desabafou.
Carla ainda defendeu a criação de alternativas offline e políticas públicas que garantam conectividade gratuita, como já acontece em países desenvolvidos. O depoimento gerou ampla repercussão e abriu espaço para relatos semelhantes de exclusão digital no Brasil em seu Instagram.