Beatriz Abagge foi acusada e ficou presa por, supostamente, ter matado o menino Evandro em 1992. Mas, mais de 20 anos depois, Beatriz e a mãe, que também tinha sido acusada junto com ela, fora inocentada pela justiça, após provarem que assumiram o crime após terem sido torturadas. O caso que ganhou repercussão nacional e foi um dos maiores crimes da década de 90, voltou a ganhar voz recentemente quando virou um documentário no Globoplay.
Maurício Meirelles convidou Beatriz Abagge para o quadro Achismos, em seu canal do Youtube, e a terapeuta contou detalhes das torturas que sofreu e dos momentos de terror que passou na cadeia.
“Foi feito afogamento com água, sabão e toalha. Não lavava o rosto de jeito algum. Até que um dia quando sai da prisão fui a um clube com minhas crianças e mergulhei na piscina. Eu não dormia se eu não escutasse o que estava a volta. Tinha que saber o que estava acontecendo a minha volta. Superei choque elétrico, afogamento, ser violentada por várias pessoas. Superei. Não posso viver o passado. Hoje o medo que eu tenho é não ter medo. Tive muita amnesia. Os momentos da tortura só lembro flashs. Quando eu escrevo e coloco para fora, supero meus traumas”.
Maurício perguntou a Beatriz o que ela realmente acha que pode ter acontecido com o menino Evandro e ela até acredita que ele esteja vivo:
“Eu acho que foi pedofilia. Acho que ele foi retirado de Guaratuba e foi levado para Aruba. É só um achismo, não tenho prova disso”.
Agora, Beatriz está pedindo uma reparação na justiça e com dinheiro da indenização quer ajudar outros presos: “Quero fazer um instituto para trabalhar com presos e familiares de presos”.

