Durante a semana o Brasil perdeu o grande cineasta Arnaldo Jabor por conta de complicações de saúde decorrentes de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), junto ao Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde, mostrou dados alarmantes sobre essa doença.

Arnaldo estava internado há quase 2 meses por conta da complicações decorrentes de AVC, mas não resistiu
Os dados oficiais mostram que a cada hora, 11 brasileiros morrem por conta de um AVC. Em 2020, o país perdeu quase 100 mil vidas para doença, fazendo com que a enfermidade ganhe o 2º lugar no ranking de doenças que mais causam mortes no Brasil, perdendo apenas para as mortes envolvendo problemas cardiovasculares.

“Durante esse período de pandemia muitos sinais de AVC foram negligenciados”, lamentou Dr. Julio Peclat
O AVC pode ser fatal ou deixar graves sequelas ao paciente, por isso angiologistas e cirurgiões vasculares sempre fazem alertas sobre a doença. “A pessoa que percebe o surgimento de perda de força, dificuldade de fala ou perda de visão de maneira súbita deve procurar atendimento médico imediatamente. Se houver demora, o paciente com AVC aumenta as chances de sofrer comprometimento grave, com surgimento de sequelas ou, em casos extremos, até mesmo morte. Por isso, a prevenção e o diagnóstico precoce são importantes”, destaca o presidente da SBACV, Dr. Julio Peclat.

Dados de mortes por AVC de acordo com região e ano que ocorreu
Entre 2010 e 2020, houveram mais de um milhão de vítimas fatais por AVC, e 60% dos casos afetaram pessoas com menos de 80 anos. Por isso, Dr. Julio Peclat sempre indica que as pessoas façam visitas regulares ao médico e realize exames direcionados a idade, história familiar e co-morbidades associadas.