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Analice Nicolau
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Associação Dos Diplomatas Brasileiros pretende mapear o país para ampliar a diversificação do perfil do diplomata

Saber negociar e projetar, da melhor forma possível, a imagem de seu país lá fora é uma das principais funcionalidades da profissão

Analice Nicolau

30/04/2022 15h00

Saber negociar e projetar, da melhor forma possível, a imagem de seu país lá fora é uma das principais funcionalidades da profissão

Em abril deste ano, 1540 diplomatas representavam o país, segundo dados do Ministério de Relações Exteriores. Deste quadro, 1184 são homens e 356 mulheres. A disparidade despertou o interesse da ADB (Associação dos Diplomatas Brasileiros) em diversificar o perfil do diplomata, após um mapeamento que será feito no Brasil até o final de 2022. O objetivo é aumentar a diversidade na carreira em aspectos como gênero, raça e orientação sexual.


A profissão é de extrema importância para gerar diálogo, pontes e conexões entre países. Os diplomatas representam suas nações nas mais diversas necessidades e buscam favorecer os interesses do seu país no exterior em termos de representação, negociação e informação.


“A falta do profissional torna qualquer país isolado de todo o resto do mundo. É incontestável a necessidade do diplomata no fortalecimento e crescimento da nação a qual representa. Cultivando boas relações, o profissional tende a ter mais facilidade nas negociações, e com isso, a imagem do país passa a ser apresentada de acordo com o seu comportamento, mediando possíveis conflitos e servindo de orientador para outros brasileiros que moram no exterior”, explicou Alexandre Argenta, presidente da Associação das Agências de Intercâmbio do Brasil, a Belta.


Em caso de intercâmbio no exterior, além do apoio do Consulado ou Embaixada Brasileira, através dos diplomatas, a pessoa também tem acesso aos colaboradores associados à Belta, Associação das Agências de Intercâmbio do Brasil que também dá suporte aos brasileiros.


Para ingressar no quadro de diplomatas é preciso ter mais de 18 anos, ter nacionalidade brasileira comprovada, estar em dia com os compromissos eleitorais e militares, ter aptidão física e psicológica para o exercício da profissão e ser graduado em qualquer curso superior.


Não há curso ou graduação específico para se tornar diplomata, entretanto, o curso de Relações Internacionais contribui muito no planejamento e execução de estratégias de internacionalização, função indispensável para o diplomata.


Se o interessado atender aos requisitos, é necessário prestar o Concurso de Admissão à Carreira Diplomática, também conhecido como CACD. Uma das indicações para quem vai prestar o concurso é fazer intercâmbios. Dessa forma, o aluno conseguirá ter contato com outros idiomas de forma imersiva, conseguindo se preparar com mais assertividade para as questões de língua estrangeira.


Em março e abril de 2022, as vendas de intercâmbio cresceram 100% com relação ao mesmo período de 2021. Neste mês de abril, em função da redução do câmbio, houve um crescimento de 30% em comparação a dezembro de 2021 e janeiro deste ano. Com a retomada, o sonho de se tornar diplomada fica mais perto de ser realizado.


“2022 é o ano que está concretizando a volta dos programas de intercâmbio. As fronteiras estão abrindo as portas, o mercado está sendo aquecido e as expectativas de crescimento para o ano são grandes”, conclui Argenta.

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