O artista plástico Vik Muniz, conhecido por criar obras a partir de elementos inusitados como chocolate, diamantes e lixo, apresenta sua nova exposição, intitulada “Dinheiro Vivo”. A mostra, em cartaz até o dia 22 na Galeria Nara Roesler, no Jardim Europa, em São Paulo, usa dinheiro picado para compor imagens de animais que estampam as cédulas brasileiras.

Com 61 anos, o artista já teve suas obras expostas em importantes museus e galerias ao redor do mundo. Muniz ganhou destaque em 2010 com seu trabalho no lixão carioca do Jardim Gramacho, que inspirou o documentário “Lixo Extraordinário”, indicado ao Oscar de Melhor Documentário.

A série “Dinheiro Vivo” é dividida em duas partes. A primeira apresenta as representações dos animais presentes nas notas brasileiras, como a tartaruga marinha, a garça, a arara, o mico-leão-dourado, a onça-pintada, a garoupa e o lobo-guará. Já na segunda parte, o artista recria pinturas e gravuras de paisagens brasileiras do século XIX, feitas por artistas viajantes como Johann Moritz Rugendas, Martin Johnson Heade e Félix Taunay.
Em entrevista à Revista 29HORAS, Vik Muniz relata a sua visita à Casa da Moeda, onde recebeu como presente um pacotinho de dinheiro picado. Ele também fala sobre o processo de criação das obras, suas próximas exposições na Europa e a dificuldade de se adaptar aos tempos modernos em que tudo se torna digital e imaterial.

A exposição “Dinheiro Vivo” é uma oportunidade para que o público possa refletir sobre novos significados atribuídos ao dinheiro e sobre a importância de reaproveitar materiais que seriam descartados. A entrevista completa com Vik Muniz pode ser lida na íntegra na Revista 29HORAS Edição Aeroporto de Congonhas de abril, disponível gratuitamente nas salas de embarque e desembarque do aeroporto e também online.