A humorista, apresentadora e atriz Tatá Werneck utilizou o twitter para conversar com suas seguidoras sobre cólicas fortes e endometriose. Em sua rede social escreveu: “Um dia, mulheres com muita cólica, endometriose, não serão obrigadas a fazer nada nesses dias de dor. Quem de vcs sente muita cólica? Aquelas que tem que tomar remédio na veia pra passar?”, questionou.

Humorista e apresentadora Tatá Werneck utiliza sua conta no twitter para desabafar sobre a endometriose
O tweet de Tatá Werneck em questão teve, até o momento, mais de seis mil curtidas. Em resposta ao questionamento da humorista, comentários de várias mulheres que afirmam passar pela mesma situação. “A endometriose acaba qualquer resquício de sanidade da minha vida e nem dá pra explicar! Só quem sente entende”, escreveu uma seguidora. “Tem dias que não consigo levantar da cama”, compartilhou outra.
Endometriose: entenda o que é
A doença em questão, citada no tweet de Tatá Werneck, se trata de uma condição inflamatória crônica causada pelo crescimento anormal de células do endométrio fora do útero, em locais como intestinos, ovário, trompas ou bexiga.

O tweet em questão teve grande repercussão e já acumula, até o momento, mais de seis mil curtidas
Tem tratamento?
Dra Ana Comin, ginecologista e obstetra, com mais de dez anos de experiência na área, afirma que queixas como essas levantadas por Tatá Werneck são, infelizmente, frequentes em seu consultório. Porém, a especialista tranquiliza as mulheres que ainda sofrem bastante com a dor ocasionada pela condição e diz que há tratamento para amenizar os sintomas. “Nós classificamos o tratamento da endometriose em medicamentoso e cirúrgico. Dentro das opções medicamentosas temos medicamentos hormonais, não hormonais, analgésicos, enfim. E a opção cirúrgica só é indicada quando a dor da paciente não é possível ser tratada com medicação ou quando há infertilidade. Ou seja, de certa forma adiamos a cirurgia porque quanto mais cirurgias a paciente fizer, aí existe a chance de piora no prognóstico dela”, explica.

Dra Ana Comin, ginecologista e obstetra, com mais de dez anos de experiência na área, traz sua opinião profissional sobre a doença
Dra Ana Comin ressalta também a importância de manter um estilo de vida saudável para amenizar os sintomas e desconfortos. “Como se trata de uma doença que inflama o peritônio, se você fizer atividade física, ajuda a amenizar os sintomas. Bem como uma dieta anti-inflamatória também é capaz de amenizar consideravelmente os desconfortos. Então não é que traz a cura total, mas ajuda a paciente a conviver com a doença de maneira menos ruim”, esclarece.