Recentemente, a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aprovou duas medidas para socorrer planos de saúde que se encontram em dificuldade financeira: antecipação dos efeitos da adoção do Capital Baseado em Riscos (CBR) e a extinção da margem de solvência. Para o advogado especializado no setor, Lucas Miglioli, sócio do escritório M3BS, as medidas são fundamentais para garantir o equilíbrio do sistema de saúde suplementar.

Segundo levantamento da banca, metodologias bem implementadas de gestão de riscos podem reduzir em até 54% o número de reclamações recebidas pelos planos de saúde e em cerca de 25%, as multas junto à ANS. Além disso, observam-se ganhos de 28% nos resultados líquidos e de 12% no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS). “Por isso, ao eliminar a margem de solvência e adotar regras de governança, gestão de riscos e maior controle interno para os planos de saúde, entendemos que a ANS tomou uma decisão fundamental para um setor que cumpre hoje um papel não apenas econômico, mas social para o Brasil”, explicou Miglioli.