No domingo (02), as urnas decidiram pela ida ao segundo turno dos candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PL), que recebeu 43,2% dos votos, e Lula (PT), com 48,4%. Diante deste cenário, o economista e filósofo Joel Pinheiro fez uma análise sobre as vitórias e derrotas nas Eleições 2022.

Formado em economia pelo Insper (2007) e em filosofia pela Universidade de São Paulo (2008), é mestre em filosofia pela USP. Filho do igualmente economista e filósofo Eduardo Giannetti, se considera liberal, defensor do livre mercado e de pautas sociais progressistas.
Segundo Joel, que publicou um vídeo na madrugada desta segunda-feira (03), em sua conta no Instagram, quem sai fortalecido nestas eleições é, em especial, o bolsonarismo e o lulismo. “Quem ganhou ou saiu fortalecido nestas eleições? Bolsonarismo, lulismo e o centrão corrupto. Fora disso, um ou outro que tem um projeto pessoal forte ganhou, mas os grandes vencedores foram esses”.

Pinheiro, que atua como escritor, palestrante e editor, também analisa os derrotados. “Quem foi derrotado ou saiu muito enfraquecido? Os moderados, especialmente a centro-direita; essa recebeu duros golpes, dentro dela o Partido Novo, que saiu dizimado, mas não só ele, o PSDB também”.
E quem ganhou credibilidade? O economista defende o sucesso das urnas. “Eu diria que as urnas. A apuração foi rápida, foi inconteste também, acho que os resultados mostram que de fato ninguém encontrou nenhum motivo pra duvidar dos resultados que temos visto nas votações, mesmo aqueles que surpreenderam muitas pessoas”.

Integrante do grupo Students for Liberty (organização sem fins lucrativos neoliberal com origens nos Estados Unidos e atuação internacional, com presença em 110 países), o filósofo compartilha seu pensamento em suas redes sociais, com mais de 94 mil inscritos no YouTube e quase 40 mil seguidores no Instagram.

Joel Pinheiro finaliza ao explicar quem perdeu credibilidade no processo eleitoral deste ano. “Quem perdeu credibilidade? As pesquisas. Até acertaram, no nacional, ao quanto o Lula teria, mas o Bolsonaro subestimaram bastante. E, nos estaduais, diversos erros que a gente pode encontrar aí, pelo menos a imensa maioria ou talvez todos eles na mesma direção”, conclui.