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Dia Nacional da Televisão: Diretor Ale Monteiro relembra personagens gays que marcaram a cultura nacional

“Apostar em representatividade na teledramaturgia é uma forma de normalizar a diversidade e trazer esse debate para dentro de casa”, aponta o diretor Ale Monteiro

Por Analice Nicolau 18/09/2021 10h00
“Apostar em representatividade na teledramaturgia é uma forma de normalizar a diversidade e trazer esse debate para dentro de casa”, aponta o diretor Ale Monteiro

Parte do DNA da cultura brasileira, a televisão evoluiu junto com a sociedade. Ao longo dos anos, além de ter se modernizado em termos tecnológicos, as telinhas também abraçaram conteúdos cada vez mais diversos e inclusivos em diversas emissoras. Neste sábado (18), data que marca o Dia Nacional da Televisão, o diretor artístico Ale Monteiro relembra personagens gays que marcaram a história da TV.

“Alguns nomes que considero marcantes em suas épocas de exibição, e que, até hoje, impactam a história da telinha, foram Téo Pereira (Paulo Betti), em Império, Crô (Marcelo Serrado), em Fina Estampa, a Trans Ramona (Claudia Raia) em As Filhas da mãe, Bernadete (Kayky Brito) em Chocolate com Pimenta, Painho (Chico Anysio), Félix (Mateus Solano), em Amor à Vida, entre outros”, cita. Segundo ele, todos tiveram uma boa aceitação do público.

“Todos são adorados e lembrados, especialmente porque tinham bordões que pegavam no dia a dia. Mas acho que houve um marco, onde a TV ‘saiu do armário’: o beijo gay em horário nobre. Eu destaco o Félix, que comentei, e Niko (Thiago Fragoso), casal de Amor à Vida”, acrescenta. “Foi um beijo que não só foi comemorado pelo telespectador, como gerou torcida ao longo de vários capítulos. E é esse tipo de sentimento que queremos sentir, de que somos protagonistas e temos direito a um final feliz.”

Ele destaca a importância de se ter personagens LGBTQIA+ nas novelas e séries brasileiras.

“Apostar em representatividade na teledramaturgia é uma forma de normalizar a diversidade e trazer esse debate para dentro de casa. É essencial”, aponta. Inaugurada há 71 anos, a tendência é que a televisão abra cada vez mais espaço para personagens que fogem dos estereótipos ligados à comunidade gay.

“Autores de novelas têm certa tendência a folclorizar o gay e deixá-lo caricato. Entendam a força que a nossa voz tem. Exijamos essa representatividade que é nossa por direito e que traz calor pro coração de todos nós. E desejo que olhem para pessoas trans, lésbicas, gays, mas olhem mesmo! Quero ver artistas abertamente plurais na dramaturgia e que isso seja legislado em favor de nossa luta”, destaca o profissional.

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