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Analice Nicolau
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Aena se torna a maior operadora de aeroportos do Brasil com a concessão de 11 novos terminais, incluindo Congonhas-SP

Bloco de aeroportos do SP/MS/PA/MG é concedido por R$ 2,4 bilhões

Analice Nicolau

28/03/2023 15h30

Aena, a maior operadora aeroportuária do mundo em número de passageiros, assinou nesta terça-feira (28) com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) o contrato de concessão do bloco SP/MS/PA/MG, que é composto por 11 aeroportos, incluindo o de Congonhas (SP). O leilão para a aquisição dos equipamentos de infraestrutura foi realizado na B3 em agosto de 2022, com a concessionária desembolsando R$ 2,4 bilhões.

A partir da efetivação do pagamento da outorga, a Anac declarará a eficácia do contrato em data a ser definida e dará início ao processo de transição da gestão aeroportuária, que envolve diversas etapas. A concessionária terá 40 dias após o início do processo para apresentar os planos operacionais, de treinamento de pessoas e comunicação com a comunidade aeroportuária, que inclui todas as empresas e colaboradores que atuam nos aeroportos. A Anac, por sua vez, terá o mesmo prazo para analisar os projetos.

Em seguida, começará um período de operação assistida, em que a concessionária trabalhará em conjunto com os atuais gestores da Infraero. Concluídos os trâmites iniciais, a companhia passará a gerir os aeroportos, recebendo primeiro os equipamentos com menos de um milhão de passageiros ao ano e, posteriormente, assumindo a administração dos terminais com mais de um milhão de embarques e desembarques, incluindo o aeroporto de Congonhas. A previsão é que esse cronograma ocorra no terceiro trimestre de 2023.

Essa é a maior operação de desenvolvimento internacional da história da Aena, que sob a marca Aena Brasil, já administra 100% de seis aeroportos no Nordeste desde 2020. Ao final do processo, a concessionária estará presente em nove estados do país, gerindo 17 equipamentos que são responsáveis por cerca de 20% do tráfego aéreo nacional.

Atualmente, estão em andamento obras estruturais nos aeroportos do Recife, Maceió, João Pessoa, Aracaju, Juazeiro do Norte e Campina Grande. A companhia está investindo R$ 1,4 bilhão em tecnologia, segurança e conforto para implantar o padrão Aena nesses equipamentos, que terão aumento de capacidade operacional.

O objetivo é proporcionar uma transformação significativa nos serviços e infraestrutura, melhorando a experiência dos passageiros e das companhias aéreas. Essas mudanças colocarão os terminais do Nordeste em uma posição ideal para enfrentar o crescimento futuro e seguir contribuindo para o desenvolvimento econômico e a estruturação regional.

Com vasta experiência no modelo de gestão em rede, que inclui desde hubs internacionais a equipamentos regionais, passando por aeroportos insulares ou dedicados apenas à aviação geral, a Aena aposta na sinergia entre as operações para gerar eficiência administrativa. No caso do Brasil, a expectativa é que seja possível aproveitar todas as aquisições e investimentos em sistemas assim como otimizar a contratação de fornecedores, facilitando a fase inicial de operações do novo bloco.

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