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Analice Nicolau
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A partir dos 50 anos de idade, Organização Mundial da Saúde aconselha rastreamento de câncer de cólon, doença do Rei Pelé

De acordo com o oncologista Ramon Andrade para evitar a doença é essencial uma alimentação saudável e exercícios físicos

Analice Nicolau

10/12/2022 10h30

De acordo com o oncologista Ramon Andrade para evitar a doença é essencial uma alimentação saudável e exercícios físicos

O câncer de cólon é o terceiro tumor oncológico mais incidente no Brasil, podendo chegar a 6,5% dos casos entre os anos de 2023 e 2025. Essa é, também, a doença do Rei Pelé que passa por tratamento. A OMS (Organização Mundial da Saúde), aconselha que o rastreamento deste tumor seja feito a partir dos 50 anos.


“O diagnóstico precoce é imprescindível para o sucesso do tratamento em qualquer caso de câncer. Para este tumor oncológico, podemos alcançar 95% de chances de cura se detectarmos a doença no seu início”, destacou o médico oncologista Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de oncologia clínica do doutorado em medicina da Uninove (Universidade Nove de Julho), em São Paulo, e médico pesquisador honorário do Departamento de Oncologia da Universidade de Oxford, no Reino Unido.


O especialista apontou que também conhecida como câncer colorretal ou câncer do intestino grosso, essa doença se desenvolve a partir de pólipos, inicialmente identificados como lesões benignas, que crescem na parede do cólon. Dessa forma, pacientes com predisposição genética podem desenvolver o tumor, que é diagnosticado com maior frequência nas pessoas que não mantêm hábitos alimentares saudáveis. A orientação do médico é evitar alimentos ultra processados e colocar no prato alimentos in natura para evitar esse tipo de tumor.


Por outro lado, os sintomas do câncer de colón também podem ser confundidos com outras doenças. Entre os sinais mais comuns estão: sangue nas fezes, alterações intestinais, bem como dor e desconforto abdominal e a perda de peso, sem motivos aparente. O tratamento depende de casa caso, mas segundo o médico “A melhor estratégia será definida pelo especialista e pode ser indicada a cirurgia, com a retirada da parte do intestino afetada”.

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