Surama Jurdi revela método testado em 2.000 empresas e US$ 51,83 bi em exportações
Expandir pro exterior assusta, mas os números impressionam: as exportações brasileiras de serviços bateram US$ 51,83 bilhões no último ano, sendo 65% digitais direcionadas aos Estados Unidos. A maioria das PMEs, porém, trata internacionalização como simples tradução do site, erro fatal, segundo Surama Jurdi, CEO da Surama Jurdi Academy que formou 4.500 líderes em 12 países. “Não é traduzir, é reconstruir completamente: processos, comunicação, mentalidade”, afirma a especialista com 20 anos de experiência global.
Com seis anos vivendo entre Dubai e os Emirados Árabes Unidos, Surama mapeou um ecossistema acelerador para negócios brasileiros: vistos golden, zero imposto para empresas, hub logístico Brasil-Ásia-África. Mas sem método estruturado, é cilada preparada. Baseada em transformações reais de 2.000 empresas, ela destrincha o primeiro passo essencial: o posicionamento cirúrgico. “Esqueça ‘onde quero estar’. Pergunte onde sua solução resolve uma dor real”, orienta. SaaS brasileiros já foram rejeitados nos EUA por atacar problemas tipicamente nacionais.
O segundo pilar exige imersão cultural hardcore: cultura local, leis, comportamento do consumidor, concorrência instalada. “Pesquisa séria corta 80% dos erros caros que matam projetos no primeiro ano”, alerta Surama. Checklist prático para PMEs: três semanas de imersão presencial, entrevistas com 20 clientes nativos, análise de 50 concorrentes diretos. Este rigor separa empresas que sobrevivem de negócios que prosperam globalmente.
Terceiro, estrutura jurídico-financeira blindada desde o primeiro dia. Tributação internacional, contratos bilíngues, payment gateways locais, câmbio protegido, uma falha inviabiliza tudo. “Dubai exige free zone específica por setor. Contrate contador global no dia 1”, recomenda a mentora após ver dezenas de projetos naufragarem por descuido administrativo. Este é o seguro que transforma oportunidade em resultado sustentável.
Quarto, comunicação localizada que respeita sem imitar. Tradução literal é o erro número um dos brasileiros no exterior. “Adapte tom, canais, referências culturais mantendo a essência da marca”, explica Surama. Emoji japonês em campanha árabe ou storytelling americano na Arábia Saudita já custaram milhões em rejeição de público. É a alma da marca no sotaque certo do mercado-alvo.
Por fim, mentalidade global antifrágil com networking humano estratégico. “Negócios globais nascem em cafés do Dubai Mall com locals, não no LinkedIn“, sentencia após formar 350 mil profissionais. Mentores que já erraram valem mais que consultores impecáveis. Para 2026, Surama prevê: PMEs que executarem esses cinco passos não competem, dominam mercados internacionais com método testado que conecta propósito à performance global.