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Rafael Câmara relembra início no kart, adaptação à Fórmula 2 e sonho de chegar à F1

Em entrevista à coluna Alta Velocidade, Rafael falou sobre o início da trajetória no kart, a mudança para a Europa, a adaptação à Fórmula 2 e a experiência de testar um carro de Fórmula 1

Redação Jornal de Brasília

13/06/2026 11h33

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Foto: Martin KEEP / AFP

Pole position da etapa de Barcelona da Fórmula 2 e um dos principais nomes brasileiros no automobilismo internacional, Rafael Câmara vive um momento de ascensão na carreira. Piloto da Invicta Racing e integrante da Ferrari Driver Academy, o pernambucano conquistou na sexta-feira (12) sua segunda pole consecutiva na categoria e largará na posição de honra na corrida principal deste domingo.

Em entrevista à coluna Alta Velocidade, Rafael falou sobre o início da trajetória no kart, a mudança para a Europa, a adaptação à Fórmula 2 e a experiência de testar um carro de Fórmula 1.

Como começou sua história no automobilismo?

Comecei em 2011, muito por causa do meu irmão. Meu pai tinha um amigo cujo filho corria de kart e resolveu dar uma chance para o meu irmão conhecer esse meio. Ele andou um pouco em Recife, mas não gostou tanto quanto eu. Eu sempre acompanhava, gostava de estar no ambiente e, quando ele parou, fiquei insistindo para o meu pai me deixar correr. Comecei aos seis anos.

Naquela época você já imaginava uma carreira profissional?

Não. Quando você é criança, não tem noção se aquilo vai virar algo sério ou não. Você faz pela paixão. Começou mais como uma brincadeira e acabou ficando bastante sério.

Quanto tempo você permaneceu no kart?

Corri de kart até os 15 anos. Comecei em Recife, depois minha família se mudou para São Paulo. Mais tarde fui para os Estados Unidos e também corri na Europa.

Como foi a transição para os monopostos?

Minha primeira temporada foi na Fórmula 4 Italiana e na Fórmula 4 Alemã, disputando os dois campeonatos no mesmo ano. Também participei da F4 dos Emirados Árabes Unidos, que serviu como uma pré-temporada. Foi justamente o período da Covid-19, então acabei perdendo algumas etapas.

Quando você sentiu que os resultados começaram a aparecer?

Na FRECA. Fiz dois anos na categoria. No primeiro, eu já estava mais confiante, mas ainda era um pouco inconstante. Terminei em quinto lugar. No segundo ano, tudo começou a se encaixar. Conseguimos conquistar o campeonato e isso abriu a oportunidade de subir para a Fórmula 3.

E a chegada à Fórmula 3?

Fui para a Trident. Conseguimos disputar o campeonato em um nível muito bom e, depois, surgiu a oportunidade de ir para a Invicta.

A adaptação da Fórmula 3 para a Fórmula 2 foi complicada?

Foi muito tranquila e natural. Desde o primeiro dia me senti confortável com o carro e com a equipe. Claro que existem diferenças importantes, como os freios de carbono e o turbo, que são as coisas que o piloto mais sente. Também há todo o trabalho de manter os freios na temperatura ideal. Mas nada foi muito complicado.

Você venceu recentemente uma corrida de apoio em Barcelona. Qual a importância desse resultado?

Foi muito bom. Uma vitória sempre traz confiança para a equipe e para o piloto. Mas os pontos mais importantes estão nas corridas da Fórmula 2, então o foco continua sendo estar preparado para elas.

E como foi a experiência de pilotar um carro de Fórmula 1?

Foi algo muito especial. Parece até outro esporte, outro nível. Meus pais estavam lá e isso tornou tudo ainda mais marcante. Foram dois dias de testes que me ensinaram muito sobre o funcionamento de um carro e de uma equipe de Fórmula 1. É uma experiência que eu gostaria de repetir.

A torcida brasileira está acompanhando mais de perto sua trajetória. Isso faz diferença?

Com certeza. É muito legal sentir esse apoio.

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