Isack Hadjar foi o grande protagonista do GP da Holanda, que abriu a segunda temporada da Fórmula 1, após uma pausa obrigatória de quase um mês. O estreante da Racing Bulls conquistou seu primeiro pódio, e ainda por cima dividindo o palco com as duas maiores estrelas da atualidade: o líder da temporada e vencedor da prova, Oscar Piastri; e o atual campeão mundial, Max Verstappen, que chegou em segundo, garantindo também a festa da torcida holandesa.
Para Hadjar, que de quebra foi eleito o Piloto do Dia, a conquista representou uma volta por cima e tanto, considerando o “desastre” de sua estreia na F1, quando abandonou a corrida em Melbourne ao bater o carro ainda na volta de apresentação. Desolado, foi em direção aos boxes chorando e acabou consolado por Anthony Hamilton, pai de Lewis Hamilton.
Apesar disso, o garoto não se deixou abater e passou a mostrar bom ritmo na primeira parte do campeonato. Hadjar conquistou seus primeiros pontos com o quarto lugar no GP do Japão, na terceira etapa do ano, e desde então tem sido consistente com o limitado carro da RB.
E, bem diferente do que enfrentou na etapa inaugural, desta vez o indício de um bom final de semana começou já na sessão de classificação, onde ficou em quarto lugar, com uma performance brilhante em Zandvoort. Com isso, ocupou a segunda fila do grid pela primeira vez, lado a lado com Max Verstappen. Apenas o tetracampeão e os dois pilotos dominantes da McLaren (Piastri e Norris) largaram à sua frente.
Sendo ainda o mais jovem francês a terminar uma corrida da F1 no top 3, o piloto de 20 anos afirmou: “Isso me dá muita confiança, porque ultimamente tenho sentido que nosso ritmo de corrida melhorou um pouco.
Depois do que aconteceu na Austrália, pensei que minha vida tinha acabado, mas aí você percebe que muita coisa ainda pode acontecer e se recupera rápido. Se eu terminasse em quarto já teria sido um resultado incrível. Mas terminar em terceiro, estou nas nuvens“, exaltou.
O resultado encerrou uma sequência de cinco corridas sem pontuar e colocou o estreante no top 10 da classificação do Mundial de Pilotos, onde aparece empatado com Nico Hulkenberg, com 37 pontos.
E de tão feliz com o pódio, que classificou de “irreal”, Isack acabou protagonizando outro “desastre”, mas desta vez bem diferente do ocorrido em Melbourne e marcado por um momento inusitado: ele quebrou acidentalmente o troféu de cerâmica pouco depois de recebê-lo, quando estava comemorando de maneira muito entusiasmada com a equipe.
Colapinto ainda sem pontuar
Entre os pilotos novatos, Franco Colapinto é o único que ainda não conseguiu pontuar na temporada. Esta situação potencializou os comentários sobre a situação do piloto após o Grande Prêmio da Holanda, em função de declarações de Flavio Briatore.
O consultor executivo da Alpine reforçou que não está satisfeito com a falta de performance do argentino, que vem sendo uma das grandes decepções desde a estreia como titular, ao assumir o lugar de Jack Doohan.
Ao largar da 16ª posição em Zandvoort, o dono da A525 #43 até chegou a tirar proveito dos abandonos e infortúnios que provocaram três safety cars durante a corrida, mas ainda assim não conseguiu conquistar seu primeiro ponto, cruzando a linha de chegada em 11º.
“Estive muito perto do meu primeiro ponto com a equipe, então é claro que é muito decepcionante. Esperava que talvez pudéssemos ter marcado esse ponto e então não estou muito feliz”, admitiu o estreante, que ainda ocupa a lanterna no Mundial de Pilotos e cujo futuro na Alpine está cada vez mais ameaçado.


