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Felipe Nasr, o “rei” de Daytona

João Luiz da Fonseca

26/01/2026 12h57

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Brasiliense Felipe Nasr celebrou o “tri dos sonhos”, afirmando que o feito histórico marcou o melhor dia de sua carreira até agora (Instagram)

Felipe Nasr fez história no fim de semana ao conquistar sua terceira vitória consecutiva nas 24 Horas de Daytona, ao volante do Porsche Penske #7 na categoria principal (GTP) do IMSA WeatherTech SportsCar Championship.

Desde os treinos iniciais, o brasiliense mostrou que estava pronto para brigar lá na frente. Nos testes do ‘Roar Before the 24’, ele alinhou o #7 como o mais rápido no icônico Daytona International Speedway, liderando tempos e estabelecendo ritmo forte.

Era o prelúdio daquilo que os fãs brasileiros já davam como certo e aguardavam com ansiedade: a conquista do tricampeonato, um resultado raro e que chega para coroar o legado de Nasr no endurance mundial, escrevendo seu nome ao lado de outro grande tricampeão brasileiro em Daytona, Hélio Castroneves.

Além dos brasileiros, somente outro piloto conseguiu entrar para o grupo extremamente seleto de vencedores de três etapas consecutivas na extenuante competição: o americano Peter Gregg (1973, 1975, 1976, considerando que a corrida de 1974 não foi realizada devido à crise energética).

Guerra de nervos

A corrida que abre a temporada do IMSA na Flórida é, tradicionalmente, um termômetro de quem pode brigar pelo título ao longo do ano, e a vitória coloca Nasr e a Porsche Penske como favoritos naturais nas próximas provas do campeonato.

Ao longo das 24 horas (que incluíram interrupções por neblina e longos períodos de bandeira amarela), Nasr e seus co-pilotos Laurin Heinrich e Julien Andlauer mantiveram o Porsche na liderança ou perto dela.

Mas, além das condições climáticas ruins, os momentos finais da disputa com o Cadillac #31 — pilotado por Jack Aitken  — transformou o desfecho em pura guerra de nervos para pilotos e torcedores.

Foram múltiplas tentativas de ultrapassagem nos últimos 20 minutos, mas Nasr segurou o rojão e cruzou a linha de chegada vislumbrando, com alívio e euforia, o sensacional e reconfortante tremular da bandeira quadriculada.

Sonho realizado

“É um dia especial — talvez o mais feliz da minha carreira até agora. Ganhar três vezes seguidas em Daytona é algo que eu sonhei desde quando comecei no endurance, e conseguir isso, com esse time incrível e com a Porsche, é pura recompensa. Nos últimos 20 minutos eu sabia que a pressão ia vir, então tinha que manter a cabeça fria e confiar no carro. Quando vi a bandeira quadriculada, bateu uma emoção grande, porque a gente trabalhou muito pra isso”, celebrou o piloto.

A Porsche Penske Motorsport também empatou o recorde de vitórias consecutivas por equipes, ao lado da Chip Ganassi Racing (2006-08) e da Wayne Taylor Racing (2019-21).

“Vencer as 24 Horas de Daytona três vezes consecutivas com a equipe Porsche Penske Motorsport é uma conquista incrível”, disse Roger Penske, dono do time. “Este sucesso consistente só é alcançado com um ótimo trabalho em grupo, pilotos focados e determinados, uma equipe resiliente e um compromisso com a vitória. Nosso sucesso no evento ajudou a consolidar a equipe fundada há seis décadas, e vencer em Daytona foi a maneira perfeita de celebrar o início da temporada do 60º aniversário da Team Penske. Também quero parabenizar a Porsche Motorsport pelo excelente início de seu 75º aniversário em 2026, enquanto continuamos a construir juntos nosso legado de vitórias”, finalizou o “capitão”, como é carinhosamente conhecido o renomado empresário.

O Porsche nº 7 não só proporcionou um marco para a equipe, como conquistou ainda outras duas vitórias dentro da própria corrida. O carro pilotado por Nasr foi também o vencedor da edição inaugural do Prêmio IMSA Michelin de Sustentabilidade em Corridas, que mede o uso de pneus, o consumo de energia e a posição de chegada para determinar a maior pontuação de sustentabilidade na classe GTP. Além disso, foi o protótipo da classe GTP com a melhor pontuação na Michelin Endurance Cup, que concede pontos nas marcas de 6, 12, 18 e 24 horas. O carro nº 7 terminou em primeiro lugar em todos os quatro momentos que distribuem pontos.

Por tudo isso, a vitória em Daytona abre o campeonato de forma perfeita para o piloto brasileiro e para a Porsche Penske Motorsport, que agora mira os próximos compromissos do IMSA com otimismo elevado.

Com 11 etapas, o calendário continua com as 12 Horas de Sebring,  também na Flórida, no dia 21 de março.

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