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F1 2026: primeiro teste e uma Aston Martin que não passou despercebida

Aston Martin causou alvoroço com design arrojado de seu primeiro carro projetado por Adrian Newey e criou suspense em Barcelona ao determinar ritmo lento em testes

João Luiz da Fonseca

01/02/2026 15h08

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Fotos: F1 e Aston Marin

Por João Luiz da Fonseca

jluizfonseca@uol.com.br

O primeiro teste de pré-temporada da Fórmula 1 de 2026 em Barcelona foi concluído no fim de semana, após cinco dias de atividades. Todas as equipes, com exceção da Williams, seguiram para o circuito espanhol para um primeiro contato com seus carros repaginados sob o novo regulamento. 

Embora tenha sido um teste fechado à imprensa, com a divulgação de tempos e contagens de voltas não oficiais, os fãs puderam formar uma ideia do desenvolvimento das equipes, que experimentaram pela primeira vez seus novos carros em condições reais de corrida, coletando informações iniciais concretas dentro das novas regras que entraram em vigor.

Lewis Hamilton registrou o melhor tempo geral do shakedown, alcançado no final do último dia, e superando por um décimo o recorde anterior, estabelecido por George Russell, da Mercedes. Essa reação aumentou o otimismo sobre o que a equipe e o piloto mais vitoriosos da Fórmula 1 podem alcançar em 2026. 

Foi um início forte e confiável para a Ferrari, com 432 voltas completadas nos testes. O otimismo de Hamilton manifestado após a sessão também é um ótimo sinal.

A Mercedes pode não ter obtido o tempo mais rápido, mas saiu do circuito da Catalunha com as estatísticas mais importantes: a maior quilometragem percorrida. 

Russell e seu companheiro de equipe, Kimi Antonelli, foram os pilotos mais ativos da semana, superando impressionantes 500 voltas na soma dos dois. 

A Haas também obteve uma boa quilometragem, fechando o Top-3 entre as dez participantes, com 396 voltas. 

Já a honra de maior número de voltas por piloto coube a Russell, que completou 265 giros no autódromo. 

A McLaren, por sua vez, só apareceu no terceiro dia de testes. Embora Lando Norris tenha marcado o terceiro melhor tempo individual, a equipe enfrentou alguns problemas iniciais, com uma falha no sistema de combustível que atrapalhou a primeira volta de Oscar Piastri.

Por outro lado, foi um momento “surreal” para o atual campeão mundial, que estreou o McLaren MCL40 ​​ostentando com orgulho o número ‘1’, que nos últimos quatro anos pertenceu a Max Verstappen.

A também aguardada estreia da Audi em Barcelona não apresentou nada particularmente surpreendente, e a equipe teve alguns contratempos no começo.

Gabriel Bortoleto foi o responsável por uma das três bandeiras vermelhas na primeira manhã, quando o R26 parou devido a um “problema técnico”, conforme confirmado pela Audi, sem fornecer detalhes adicionais.

Isso limitou a equipe a apenas 27 voltas no primeiro dia. Ela retornou na manhã do terceiro dia, mas a bandeira vermelha voltou a ser acionada, devido a uma parada antecipada de Nico Hulkenberg.

Mas a partir daí, as coisas melhoraram, com a Audi terminando o dia com 68 voltas, e adicionando 144 no último dia, demonstrando um progresso notável.

Também estreante no grid, a Cadillac teve desempenho igualmente discreto e a equipe americana tem duas sessões de testes oficiais no Bahrein para corrigir os problemas de seu primeiro carro de F1 e seguir em frente.

O chefe Graeme Lowdon afirmou que o trabalho inicial não buscou desempenho absoluto e que a equipe adotará uma abordagem diferente quando retornar à pista para a próxima sessão, no período de 11 a 13 de fevereiro.

Escondendo o jogo?

A equipe de Fernando Alonso e Lance Stroll nos fez esperar. Mas valeu a pena, pois o primeiro Aston Martin projetado por Adrian Newey com motor Honda foi para a pista no final do quarto dia e o AMR26 roubou a cena, sem dúvida, com todos admirando os detalhes aerodinâmicos que fizeram o carro se destacar dos demais, por seu design arrojado e cheio de inovações. 

E chamou atenção também por terminar em último lugar na tabela de quilometragem, completando apenas 66 voltas e levantando questionamentos se isso ocorreu devido à chegada tardia em Barcelona, ou se tudo não passou de um proposital jogo de esconde-esconde.

A estreia do primeiro carro projetado sob a batuta do melhor projetista de Fórmula 1 de todos os tempos, também atraiu a curiosidade por utilizar uma luz de advertência azul na traseira, substituindo a tradicional sinalização vermelha. 

Ao contrário do que muitos pensaram, isso não significou um defeito no carro, mas sim que ele estava operando com velocidade limitada, particularmente nas retas. 

Assim que a equipe terminou essas verificações de baixa velocidade e o carro passou a realizar voltas em ritmo normal, a luz voltou a ser vermelha. 

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