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F1 2026: Novos carros, a mesma paixão e um destino incerto começa em Albert Park

Pilotos a postos, expectativa na pista, interrogação nos boxes: Austrália abre 2026 com F1 mergulhada na revolução técnica e campeonato imprevisível

João Luiz da Fonseca

01/03/2026 14h04

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Foto: F1

Por João Luiz da Fonseca

jluizfonseca@uol.com.br

Carros novos lançados, treinos realizados, expectativas nas alturas. A temporada 2026 da Fórmula 1 começa oficialmente no próximo fim de semana, em Albert Park, o tradicional palco do Grande Prêmio da Austrália, em Melbourne.

E o cenário que se desenha após a pré-temporada é o maior indicador de um campeonato aberto e tecnicamente mais desafiador do que os dos últimos anos. 

Com o novo regulamento de chassis e unidades de potência estreando simultaneamente, as equipes chegam ao circuito ainda em fase de compreensão plena de seus próprios pacotes.

Nos testes oficiais, a Mercedes liderou em quilometragem, mostrando alta confiabilidade. Contudo, a Ferrari surpreendeu ao liderar o último dia no Bahrein com uma “asa invertida” revolucionária. Por sua vez, a McLaren, atual bicampeã do Mundial de Construtores, afirma estar entre as quatro maiores equipes, apesar de lidar com um déficit na gestão de energia do MCL40. E anuncia um novo salto de desempenho na etapa de abertura.

Já a Red Bull Racing desembarca na Austrália ainda como referência técnica. Apesar de não ter liderado todas as marcações de tempos nos testes, o time mostrou consistência em stints longos e um carro equilibrado nas simulações de corrida. A dúvida gira em torno da adaptação plena à nova unidade de potência, construída em parceria com a Ford e, como para todas, agora mais dependente do sistema elétrico.

A Mercedes, por sua vez, viveu talvez a pré-temporada mais enigmática da era híbrida. O novo conceito aerodinâmico chamou atenção, mas os dados de ritmo de corrida foram inconsistentes. Mas internamente, há confiança no potencial, deixando os pilotos otimistas para o desafio que todos terão em Melbourne, uma vez que a preocupação com o gerenciamento de energia na estreia e nas corridas seguintes é real, pois os novos motores exigem uma pilotagem diferente, especialmente nas retas.

Dessa forma, a ordem de forças ainda é totalmente incerta, embora os projetos tenham mostrado caminhos técnicos distintos, com inovações  surpreendentes como foi o caso também dos sidepods da Audi. 

Sim, a equipe do brasileiro Gabriel Bortoleto evoluiu bastante no decorrer da pré-temporada. Depois de aparecer na segunda semana no Bahrein com esse sidepod completamente remodelado, o R26 provou estar respondendo de maneira muito mais suave às reduções de marcha, fator importante em um regulamento em que os pilotos precisam recuperar o máximo de energia possível no decorrer da volta. 

Embora o traçado semiurbano de Melbourne tradicionalmente não seja o melhor termômetro técnico, este ano o marco da largada ganha um peso simbólico: será o primeiro confronto direto sob regras completamente reformuladas pela FIA. 

Com menos dados e mais dependência do acerto fino, a classificação pode ter papel ainda mais determinante no resultado da corrida.

Assim, a expectativa é de um início de temporada marcado mais por adaptação do que por domínio absoluto. Se os testes indicaram alguma tendência, foi a de equilíbrio entre as equipes de ponta. 

Dificilmente a Austrália deverá revelar quem começa na frente, mas poderá dar uma leve pista de quem pode se adaptar melhor e mais rapidamente às regras do novo jogo técnico da Fórmula 1.

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