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Circuito de Baku: onde tudo pode acontecer (Até gato virar celebridade)

Tirando raros pontos positivos, o fato é que o traçado pode, de fato, afetar a performance dos pilotos e com isso prejudicar o campeonato, ao alterar a dinâmica da disputa pelo título

João Luiz da Fonseca

22/09/2025 12h26

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O Circuito da Cidade de Baku, capital do Azerbaijão, mais uma vez confirmou sua fama de entregar corridas imprevisíveis. Com características muito peculiares, a pista de rua localizada às margens do Mar Cáspio já viu drama na última volta, confrontos entre campeões, incidentes marcantes e pódios surpreendentes.

E não foi diferente no último domingo, com a realização da 17ª etapa da temporada. Tirando a vitória de Verstappen, que largou da pole position, o fim de semana em Baku teve de tudo, inclusive um recorde de seis bandeiras vermelhas durante a confusa qualificação.

A corrida, por sua vez, foi surpreendentemente desastrosa para alguns, como a dupla da McLaren, com a batida e abandono de Piastri na primeira volta, e o medíocre sétimo lugar de Norris. Mas trouxe também um dia de pura alegria para outros, como Carlos Sainz, que comemorou o primeiro pódio pela Williams.

Tirando raros pontos positivos, o fato é que o traçado pode, de fato, afetar a performance dos pilotos e com isso prejudicar o campeonato, ao alterar a dinâmica da disputa pelo título.

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Devido ao seu perigo inerente, com riscos de acidentes, prejuízos mecânicos, penalizações e até mesmo lesões de pilotos, Baku é um dos maiores quebra-cabeças da Fórmula 1 por sua combinação de retas de altíssima velocidade com áreas de escape limitadas e muros rentes à pista estreita, já que é um circuito de rua.

Vale ressaltar que o nome árabe de Baku (Bākuh, Bākūh ou Bākūyā) vem do persa bād Kūbac, que significa “rajada de vento”.

Não é à toa que os pilotos voltaram a criticar o circuito durante o fim de semana, devido às condições extremamente escorregadias e imprevisíveis da pista, incluindo ventos fortes e chuva, o que levou a inúmeros acidentes e intervenção de safety cars durante a qualificação.

Pilotos como Oscar Piastri e Charles Leclerc cometeram erros caros devido a essas condições complicadas, afetando seu desempenho e, mais ainda no caso de Piastri, tirou do líder da temporada a oportunidade de ampliar sua vantagem no Mundial de Pilotos, além de colocar o vencedor da etapa, Max Verstappen, de volta na briga pelo título.

O tetracampeão celebrou a conquista da pole position convertida em vitória, mas concordou que “esta é uma pista difícil de ser consistente devido  ao traçado desafiador e ventos fortes.”

A dificuldade do circuito, exacerbada pelo clima adverso, não exige apenas equilíbrio perfeito entre acerto aerodinâmico do carro, gestão de pneus e resistência psicológica do piloto. O fato é que qualquer erro mínimo pode mudar o rumo da corrida.

Em várias edições, as relargadas motivadas por entradas de safety cars prejudicaram lideranças, inverteram resultados e levaram azarões ao pódio.

Desta vez, no entanto, Verstappen pode celebrar o desenrolar de uma corrida tranquila e bem diferente do que aconteceu durante a caótica classificação. “Fiquei feliz por não ter havido muitos safety cars”, brincou ao fim da prova.

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