Faleceu no dia 17, o brasilianista Ronald M. Schneider, um dos mais importantes estudiosos americanos da história política brasileira. Professor e diretor no Queens College da Universidade da Cidade de Nova York e na Universidade de Columbia, Schneider dedicou ao Brasil parte importante de seus estudos, começados em 1959. Além de muitos trabalhos monográficos, ele dedicou ao Brasil The Political System of Brazil: Emergence of a “Modernizing” Authoritarian Regime (1971), Foreign Policy of a Future World Power (1977), Order and Progress: A Political History of Brazil (1991) e Brazil: Culture and Politics in a New Industrial Powerhouse (1996); e ainda Leaders, Parties, and Elections in Brazil, obra dividida em dois volumes, o primeiro, From the Old Republic Through the Lula Era, 1889-2007, que foi acompanhado pelos estudos das eleições de 2008, 2010 e 2012, reunidos no Vol. II, Continuity and Change from Lula da Silva’s Last Years to the Mid-point of Dilma Rousseff’s Government, 2008-2013. Publicou também importantes estudos sobre a América Latina, com ênfase no Brasil e na República Dominicana, onde viveu por alguns anos.
Destaque para Sarney
Schneider deixou com seus editores um estudo sobre a transição política no Brasil, em que destaca o papel do presidente José Sarney. Segundo ele, Sarney foi o melhor Chefe de Governo para a transição democrática, comparado aos outros líderes em todo o mundo; o campeão mundial em eleições vencidas (invicto em mais de cinco décadas); quem teve o melhor desempenho de um presidente intelectual; campeão mundial em manter um papel de líder político, ao exercer a presidência do Senado até 24 anos após deixar a presidência da República; o único ex-presidente da República a tornar-se a maior liderança do Congresso Nacional.
Decisão do BB
A resolução do Banco do Brasil de fechar 402 agências causando uma economia de R$750 milhões é uma decisão até certo ponto, das mais justas e corretas, mas não deixa de ser uma faca de dois gumes. A demissão de 4.992 funcionários já vinha sendo incentivada e se todos aceitarem a proposta do banco, a redução no quadro será de 18%. Vamos torcer para que tudo dê certo para o Brasil, para o país e para o banco.
Incerteza
Os franceses deixaram de eleger Sarkozi para colocar candidatos de esquerda. O problema na França, ao invés de acalmar, vai piorar os seus modos viventes. Será muito ruim se a Cidade Luz virá a Cidade Negra.
Sozinho na Casa Branca
O presidente eleito americano, Donald Trump, assumirá o cargo no dia 20 janeiro, mas sua mulher Melania e seu filho Barron, de 10 anos, se mudarão para a Casa Branca apenas no fim do primeiro semestre, quando se encerra o ano escolar nos Estados Unidos. A informação foi confirmada pela equipe de transição de Trump no domingo, no clube de golfe do presidente eleito, durante um dia de reuniões com potenciais membros do novo governo. Atualmente, vive com Melania e filho num luxuoso apartamento na Trump Tower, em Nova York, de frente para o Central Park. Barron frequenta uma escola privada na cidade.
O Brasil de olho
Um passarinho me contou que a expectativa do governo Trump não é tão grave como se pensa e se tem divulgado por esse mundo afora. Ele está caindo na realidade, tem se encontrado com o presidente Barack Obama, o que é muito bom, e agora no fim do governo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem estado sempre em Washington acompanhando as economias, de lá e de cá, o que é muito bom.
O cafezinho do Gilberto
Aqueles que têm alguma coisa para fazer e não fazem, e os que de fato não têm nada o que fazer, ficam jogando conversa fora toda tarde no Centro Comercial Gilberto Salomão. Quem comanda a “tropa” é o Afraninho Rodrigues da Cunha, que já fez tudo que tinha que na vida e agora não faz mais nada. Os outros são caixa alta, não tem com que se preocupar. E o Brasil está em crise. Eita Brasil bom!
O negócio é a cachaça
É a mesma coisa, uns trabalham e outros não, mas preferem a boa amarelinha para mais uma degustação que vai acontecer no dia 25. Confrades e Confreiras irão degustar a excelente cachaça Cana Brava, produzida em Alexânia. Na organização do evento, o presidente Orfeu Maranhão. Quem faz a propaganda é José Angelo Manchine, o gerente mais atencioso do Banco do Brasil do Lago Sul. Aliás, ele assim como todos os outros.
As verdades de Ana Amélia
Foi brilhante, duro, correto, sincero o discurso de ontem da senadora gaúcha Ana Amélia. Eu, que convivo com essa Câmara Federal há mais de 40 anos, que passei por todos os episódios ocorridos no plenário, jamais ouvi um com a clareza que Ana Amélia chamou a atenção dos políticos que estão no governo. Ela abordou o caso do ministro Geddel e foi firme dizendo que ele jamais deveria deixar de se desculpar com o presidente Temer e deve sair do cargo. Ela disse que votou a favor do impeachment de Dilma por tudo que estava acontecendo de errado, mas não para entrada de Temer. E foi dura e categórica ao falar que um político não deve ser amigo de uma autoridade maior. Ana Amélia, minha querida amiga jornalista, foi de uma clareza meridiana sobre a situação do país. Só faltou estar com o chimarrão na mão e piuchada.
Merkel no páreo
A chanceler alemã, Angela Merkel, confimou que concorrerá a um quarto mandato, mas admitiu que está se preparando para enfrentar a campanha eleitoral mais difícil de sua carreira. “Esta eleição vai ser ainda mais difícil do que as anteriores”, disse Merkel, ressaltando uma “forte polarização” da sociedade e prometendo lutar “pelos nossos valores e pelo nosso modo de vida”.